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Manifesto do eleitor

sábado, 4 de outubro de 2014

Todo e qualquer candidato que se enquadre em uma das situações apresentadas a seguir perderá automaticamente toda e qualquer chance de ter um voto do eleitor:

1 – Promover campanha eleitoral irregular (cavaletes do inferno!) ou cujos santinhos forem encontrados jogados pelas ruas;
2 – Misturar religião com política, especialmente quando com o intuito de angariar votos de pessoas em dúvida;
3 – Alegar que é a favor da família, mas limitá-la a uma única expressão ou configuração;
4 – Tiver alguma acusação pautável de má conduta, seja ela de qualquer natureza;
5 – Num país em que a violência e a discriminação são um problema que atinge proporções gritantes como o Brasil, estimular mais violência e intolerância, seja contra gênero, classe, cor, credo, diferente linha de pensamento ou opiniões, seja em nome de Deus, de Alá, de Oxum, dos duendes ou do que quer que seja.


Se ainda algum outro item precisar ser analisado para compor este manifesto, será devidamente agregado no futuro, conforme se fizer necessário.

Também haverá correntes positivas para que os espíritos do bom senso acompanhem todo eleitor em seu exercício de cidadania.


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As mãos

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Os sentidos servem para que se percebam as coisas que estão à volta. Alguns deles entram em ação sem que seu dono possa intervir: não é possível simplesmente decidir que não se quer sentir um cheiro ou que não se vai ouvir um som; mesmo tapando os ouvidos com os dedos, o máximo que se consegue é abafar o barulho. Mesmo a visão está fora do nosso controle total: é possível fechar os olhos, mas ainda é possível perceber alguma coisa, como a claridade ou a escuridão. O paladar e o tato – primos próximos -, no entanto, são na maioria das vezes sensores voluntários. Um alimento é levado à boca pela vontade de seu dono, e as coisas são tocadas quando ele quer.

Os principais órgãos que colocam em prática a função do tato são as mãos. Temperatura, textura, estado, formato, são todas características perceptíveis através de um toque. Mas as mãos não percebem tão pouco: com apenas um toque é possível descobrir estados psicológicos como ansiedade, alegria, medo, ou uma cicatriz que denuncia uma experiência.

Diferente dos outros órgãos de sentido – com exceção dos olhos que, para pessoas mais sensíveis, falam mais que a boca –, as mãos conseguem muito mais que receber, elas dão. Com um toque demonstra-se carinho, transmite-se segurança, cumprimenta-se. Uma mão consegue ferir a carne e alcançar à alma em um tapa. As mãos gritam desejo, alteram o ritmo cardíaco, fazem as pessoas suarem, sorrirem, até rirem sozinhas.

As mãos conversam com outras pessoas. Elas são as únicas a falar com todos os sentidos. Um sinal de positivo, negativo ou um não. Um aplauso. Um dedo sapeca que acaba de furar um bolo. Um beijo educado em uma mão perfumada de sabonete ou creme. Todos os sentidos são atendidos por elas.

As mãos mexem com os sentimentos. São mãos que magoam; mãos que perdoam; mãos que protegem; mãos que falam; mãos que excitam; mãos que cativam; mãos que odeiam e amam. Como um simples toque pode causar tantas reações diferentes e controversas?

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Na contra mão

domingo, 15 de setembro de 2013

A ética e as boas maneiras ditam que devemos fazer o bem e ser corteses, pois um dia poderemos precisar do próximo. Mas na prática, pouca gente entende alguma coisa sobre ética ou se quer se lembra do que significa boas maneiras. Aparentemente ambas as palavras têm perdido cada vez mais seu significado e valor. Pior para quem acredita nelas, que fica fadado a se sentir um eterno estranho no ninho.

Ingenuamente acredita-se que religião tenha algo a ver com caráter e boas maneiras. Na verdade, essa é uma daquelas coisas que deveria ser mais não é. Afinal, tem muito ateu fazendo lá suas boas ações, e uma legião de religiosos convictos que se aglomeram todos os dias em apertadas celas que já não chegam mais para a quantidade de presidiários que comporta. A confusão é tanta que muitos religiosos se desvirtuam e viram fanáticos – que não é mais religioso coisa nenhuma, senão apenas mais um obsessivo.

Às a gente se vê em situações em que fazemos coisas que deixam os outros felizes, mas sem estarmos verdadeiramente “no clima” para isso. Em prol da política da boa vizinhança, nos sacrificamos aos poucos dia a dia, atropelando como um rolo compressor nossas vontades e coisas imateriais – muito mais importante –, como nossos sentimentos e nossa dignidade.

A encruzilhada se apresenta mais claramente à nossa frente de forma proporcional à proximidade do demandante de nós: quanto mais próximo, mais complicado é dizer “não” e mais desgostoso é o sacrifício. Também é certo que se houver aí uma ferida causada pelo ser exigente, o sacrifício chega até a ser mal cheiroso e nauseabundo em medidas igualmente proporcionais.


Aliás, quem escreveu essa tal política se esqueceu de dizer que ela só funciona quando aplicada em duas vias; talvez essa condição tenha ficado para o anexo e o pessoal teve preguiça de ler.

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Ilustração do dia

sábado, 5 de janeiro de 2013


É engraçado como a gente consegue ver e invejar (positivamente) o sucesso e as qualidades do outro, sem conseguir controlar, erradicar ou mesmo enxergar nossos próprios defeitos, aqueles que nos impede de ter sucesso também. Esta ilustração é bem clara sobre isso. Nem sinto necessidade de me estender aqui sobre o assunto.

Está bem, uma só palavra: transpor barreiras é muito difícil, e às vezes parece impossível. A gente acha que está fazendo tudo certo, mas tem sempre algo para nos auto-sabotarmos. O que fazer? Eu não sei, ainda estou tentando descobrir.

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Por que eu gosto do Natal

sábado, 22 de dezembro de 2012


O Natal é uma época verdadeiramente especial. Não digo por causa da religiosidade, mesmo porque eu sou ateia. Mas é uma época repleta de símbolos, e os significados desses símbolos é que mechem comigo.

Uma amiga costuma dizer que, apesar de eu não ter religião, tenho muita religiosidade. E eu também reconheço que tenho muita fé, e isso não tem absolutamente nada a ver com religião. Fé é o ato de se acreditar com todas as forças em algo. E há quem diga que a fé sustente uma pessoa. Pois, sim, a minha fé nos meus sonhos me sustenta, assim como outras versões de fé sustentam outras pessoas.

Se por um lado o Natal é bom, por outro é mais uma data extremamente comercial, da que todos, desde a mídia até principalmente o marketing e o comercio arrancam seu pedaço de forma violenta e voraz. Por todos os lados você é bombardeado pela pressão de dar presentes obrigatoriamente nesta época. Mas e se você não quiser? E se não estiver num bom momento com o presenteado? É o presente que vai comprar a paz entre os lados? Presente é algo que se dá quando se quer agradar alguém; para isso não é necessário esperar uma data especial. Passa-se por uma loja, vê-se algo interessante que pode agradar ao outro e, pronto: presenteia-se. Talvez justamente esta obrigatoriedade de dar presentes em determinadas datas tornam os presentes muito mais valiosos quando vêm em datas em que não são esperados.

Aparte todos os símbolos religiosos do Natal, que são, sim, muito bonitos e dignos de se parar para olhar numa decoração de loja, praça ou casa, o símbolo mais famoso da época é o Papai Noel. As lendas contam que ele vem todos os anos na noite de Natal trazer presentes para as crianças que se comportaram bem. Nunca ouvi falar no que acontece com as crianças que não se comportaram bem durante o ano nas versões brasileiras dessa história, mas na versão americana, a criança pentelha ganha um torrão de carvão. Nesse ponto, nós, brasileiros, levamos mais a sério essa história de perdoar graças ao espírito de Natal.

Mas todos já conhecem essa história, com mais ou menos detalhes. E este é o símbolo especial do Natal, sem o qual nenhuma festa de fim de ano estaria completa, é de fato o Papai Noel. Descartemos o apelo comercial que ele traz indubitavelmente. Há símbolos que significam muito mais do que o que se vê na superfície. Este é um deles. O Papai Noel representa um velhinho fraterno, paciente, acolhedor, que recebe a todos, sem discriminação de forma alguma, para ouvir seus desejos. Mais que isso, ele escuta com um nobilíssimo respeito cada pedido feito, se emociona com isso e, principalmente, dá esperança de que esse desejo se realizará.

Pode ser que sim, pode ser que não, mas o clima de Natal, para mim, parece mais um clima de esperança do que um clima de amor, como se diz por aí. O espírito de Natal nada mais é do que um sentimento coletivo e contagiante típico desta época, que reúne pessoas com sonhos e desejos tão diferentes, com o único desejo de passarem um momento feliz juntos. É um espírito de esperança: no mínimo, a esperança de que no próximo ano será melhor.


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Fragilidade

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Num dia quente de sol, à beira da piscina, ou num dia extremamente estressante, daqueles que você tem vontade de pular no pescoço de alguém, não é possível se dar conta da fragilidade das coisas. No momento em que estamos estudando na carteira ao lado daquele colega de classe, ou rindo com ele nos intervalos de aulas, não notamos a importância que ele tem, ou como ele pode se afastar de repente. Premeditadamente ou não.

Para usar de um jargão, a vida é engraçada. A gente nunca sabe quando vai deixá-la. Nem quando vão deixá-la.

Neste feriado de 15 de novembro com grande pesar recebi uma notícia aterradora, daquelas em que a gente demora horas, dias para acreditar. Uma colega de classe do Ensino Médio, com quem convivi por pelo menos quatro anos de minha vida, faleceu prematuramente demais. Ela era apenas dois meses mais velha que eu. Não soube ao certo a causa da morte, mas aparentemente ela foi internada em um dia, pegou uma infecção hospitalar, e faleceu no dia seguinte.

A notícia me chocou mais do que eu esperava. Até agora ainda me parece estranho alguém, da minha idade, morrer assim, tão de repente. Também a notícia serviu para reunir os colegas daquela época, sobre um tema tão soturno. A perda de uma colega tão viva quanto ela parece ter abalado a todos.

É difícil até saber em que pensar nessas horas. A gente fica completamente sem reação. E se fosse a gente? Esse assunto é bem complicado.

Por fim, sentiremos a falta dessa colega (não vou dizer o nome dela aqui, não acho ético – mesmo porque não faz diferença para a maioria dos leitores deste blog, que provavelmente não a conheceram). Guardo muitas lembranças boas ao lado dela, e acho que todos os que tiveram a oportunidade de conhecê-la têm a mesma sensação que eu. É uma pena que não poderemos criar mais momentos assim a partir de agora, mas foi muito bom tê-la conhecido e ter alguém como ela passado por nossas vidas.


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Devaneios

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Olhos cansados
Tantas agústias
Quem teria respostas
Para minhas perguntas?


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Fatos

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Fato 1: praticar esportes quando se é sedentário serve pra mais uma coisa além dos infinitos benefícios à saúde: descobrir todos - eu disse TODOS - os músculos que você possui.

Fato 2: o que te deixa feliz e deveria contagiar a outros por tabela nem sempre funciona assim. (E isso é quase sempre imperceptível.)

Fato 3: é impossível convencer seu relógio biológico de que durante a semana existe um toque de recolher para dormir que permanece desligado durante o final de semana. Ele acha que todo dia é fim de semana, coitado.

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Internacionalizações para o Tio Sam

domingo, 26 de dezembro de 2010

As pessoas vivem criticando as traduções, crucificando meus colegas de carreira por causa das bagunças que eles costumam fazer com a tradução de alguns termos. Muitas vezes, traduzir algumas expressões específicas de uma cultura ou regão tornam o trabalho um desafio praticamente homérico. Para tentar explicar a dificuldade de se traduzir especificidades, o que começou com uma brincadeira transformarei aqui em um experimento: como ficariam algumas das músicas mais populares (leia-se "de massa") se fossem traduzidas para a língua do Tio Sam? Vejamos:


Tchakabum em inglês:
"Wave, wave! Look the wave!
*clap clap*
Wave, wave! Look the wave!"
(Onda, onda! Olha a onda! Onda, onda! Olha a onda!)

E a Ivete:
"Your love is cannibal
It ate my heart
But now I am happy
Your love is cannibal
My heart
Now is all carnival"
(O seu amor é canibal...)a

Molejo em inglês:
"Childish play, how it's good! How it's good!
Peace, love and hopeness, how it's good! How it's good!
Good is be happy with Big Swinging!"
(Brincadeira de criança, como é bom! Como é bom!...)

Grupo Revelação:
"I want you just for my,
like the waves are of the sea,
it's impossible do live like this,
to live without can love you"
(Eu te quero só pra mim...)

Zezé de Camargo e Luciano ficariam mais ou menos assim:
"It's the Looooove!
That mess with my mind and leave me like thiiiiiiis!
That makes me forget of everything,
And forget of me!
That makes me to forget that the life is made to live!"
(É o amor...)

Falando em músicas mais atuais, Vitor e Leo:
"Fairy, my dear fairy
Owner of my life
You've gone
Took my warmth
You've gone but didn't took me"
(Fada...)


E não poderia esquecer, claro, do funk:

"From Monday to Friday,
Earful at school
Sat-saturday and sunday
I play kite and soccer"
(De segunda a sexta, esporro na escola...)

"Piririm, piririm, piririm
Someone has called me
Who is?
It's me, Fire Ball
And the hot is killing me
It'll be on Bar's Beach
That a trend I'll release
Will you bury me in the sand?
No, I'll bog down
I'm becoming a little bogged
I'm becoming a little bogged
I'm becoming a little bogged
(To ficando atoladinha...)

"Go Scolopendra
Go Scolopendra
Go Scolopendra
Go Scolopendra"
(Vai Lacraia, vai Lacraia...)


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Nostalgia

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Existem várias coisas das quais eu sinto falta. Outro dia (noite, na verdade), antes de dormir, sem sono, estava elencando algumas delas. Segue o resultado do meu levantamento. Entre as coisas das quais eu mais sinto falta estão:

- a primeira vez que a dona Emília participou de uma brincadeira de "Amigo Secreto" com a família
- longas conversas com seu Luizinho - principalmente quando elas eram debaixo do pé de mexerica (nunca comi tanta mexerica na minha vida de uma só vez!)
- passar tardes inteiras em cima da jaboticabeira, lendo um livro ou simplesmente comendo jaboticaba (e disputando as frutas com as abelhas e os pássaros)
- jogos de handball pelo time da escola - e nunca perder um único jogo no "colegial" (sempre me orgulharei disso, Tigronas!)
- dias à toa em Sumaré com as amigas falando bobagem
- conhecer pessoalmente um amigo virtual (foram tantos, importantes em cada época, mas alguns são grandes amigos até hoje. Foi o melhor acaso que já em aconteceu!)
- show de rock com os amigos (isso é sempre bom, e posso ter de novo a qualquer hora)
- jogar bola na rua no meio de um monte de moleques - e sendo a única menina da turma
- brincar de outras brincadeiras que hoje em dia não são tão comuns, como empinar pipa, rodar pião e jogar bolinha de gude...
- ficar preocupada porque a minha redação, que a professora pediu para ter só duas páginas, já está terminando a terceira e não está nem um pouco próxima de ter um fim (não, eu nunca fui nerd, eu apenas gosto de escrever)
- da canja da dona Elvira e das bolachas de maisena que a gente ganhava quando ia na cada da vó (eu sempre me lembro dela quando como essas bolachas!)


Quem sabe daqui há alguns anos eu refaça essa lista. Esses defuntos vale a pena parar de vez em quando para ressuscitar.

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Sobre a série "Crepúsculo"

segunda-feira, 26 de julho de 2010

"Crepúsculo" é a nova febre, não há dúvidas. Um romance extremamente romântico - e moderno, diga-se de passagem. Nos romances normalmente existe o arqui-inimigo do príncipe encantado, mas ele só quer matar o mocinho e ficar com a princesa pelo poder, e nunca por amor a ela. E outra: os romances foram feitos em épocas machistas: quem disse que era permitido à mocinha amar dois príncipes? Era um ou nada! Ou isso, virava bruxa... e viviam (in)felizes para sempre. Não era isso?

É, eu estou ficando velha... E velha como sou, já passei da fase de gostar de coisas como saga "Crepúsculo". E, abra-se um parênteses aqui, para mim "saga" me lembra coisa de animes. Para respeitar esse gênero de qualidade incomensuravelmente superior, me referirei às histórias de Stephenie Mayer por "série", que é muito mais coerente.

E por falar em coerência, será que a tal da Mayer sabe o que é isso? Acho que ela se esqueceu das características que deu aos próprios personagens - falha grave para um escritor - ou vai ver foi só culpa das adaptações da literatura para o cinema, que sempre acabam distorcendo um pouco a história. Mas lembra do Jasper Cullen? No primeiro filme ele não era um vampiro "recém-nascido"? Tanto que não aguentava ficar muito tempo perto da Bella. Mas no terceiro filme da série (!) ele diz que participou da Guerra Civil Americana, ou como nossos professores de História costumam dizer aqui no Brasil, Guerra da Secessão, que aconteceu entre 1861 e 1865. Eu faço faculdade de Letras, adoro trabalhar (eu prefiro o termo "brincar") com as palavras, e tanto por isso sou obrigada a admitir minha "leve fraqueza" quando o assunto é números. Mas, sem calculadora, eu pude perceber que existe nesse período um espaço de tempo de mais ou menos uns... 135 anos!

Então eu descobri o problema da SM! É óbvio! O problema dela é matemática e história! Está na cara que a SM só assistia às aulas de Literatura!

Outra coisa: o Jacob não é um lobo? Como um lobo pode ser tão "pelado"?

Algumas considerações finais:

- Só tem uma única cena em todo o filme "Eclipse" em que o Edward sorri: é quando ele está a sós (ou praticamente, porque a Bella estava mais do que capotada) com o Jacob - sem camisa, claro.

- Repararem: o Edward voa, brilha, vive num bosque e dá lições de moral. Ele não pode ser um vampiro: tá na cara que ele é uma fada!



Dedicado aos meus aluninhos queridos do coração do Maju. :)

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Aos meus amigos

terça-feira, 20 de julho de 2010


Neste dia 20 de julho, mais uma vez quero não deixar passar em branco a data que comemora o dia das pessoas mais importantes do mundo para mim: os meus amigos. Tenham 4 ou 2 patas (por minhas cachorras são grandes companheiras minhas), acredito naquela fala de que o amigo é o parente que a gente escolhe. E digo mais: o amigo é o parente que a gente não escolhe: ele surge na nossa frente e quendo vemos, já entraram na nossa vida, e nunca mais consiguimos nem pensar na idéia de tê-lo fora dela. Em fim, amigos, Feliz Dia do Amigo!

Para celebrar, nem um texto expressaria melhor meu sentimento do que o que se segue, de Vinícius de Morais. Para quem se interessar, segue o link de uma narração desse texto, muito bem feita pelo locutor Odemar Costa.




Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos. Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.

A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, eis que permite que o objeto dela se divida em outro s afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade. E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências ...

A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida. Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles.

Eles não iriam acreditar. Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos.

Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure.

E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.

Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado.

Se todos eles morrerem, eu desabo!

Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles.

E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.

Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles.

Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer...

Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!

A gente não faz amigos, reconhece-os.

(Vinicius de Moraes)

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Seu santo nome

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Como tantas outras, com o passar do tempo a palavra amor vem perdendo sentido. É disperdiçada muitas vezes com a fútil intenção de agradar por agradar ou - pior - para se conseguir algo mais, mas nem sempre com o real valor que ela deveria empregar. Ou às vezes sou só eu exagerando, superestimando o termo, achando que ele é sagrado demais para ser jogado assim, ao vento, sem mais nem menos.


No ano passado tive a oportunidade de conhecer melhor o poeta Carlos Drummond de Andrade, e fiquei ainda mais apaixonada pelo trabalho dele. No meio de tantas preciosidades, encontrei esta pequena poesia que se segue; deleitem-se:


O SEU SANTO NOME

Não facilite com a palavra amor.
Não a jogue no espaço, bolha de sabão.
Não se inebrie com o seu engalanado som.
Não a empregue sem razão acima de toda razão (e é raro).
Não brinque, não experimente, não cometa a loucura sem remissão de espalhar aos quatro ventos do mundo essa palavra que é toda sigilo e nudez, perfeição e exílio na Terra.
Não a pronuncie.

Carlos Drummond de Andrade

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Por que os bons vão antes?

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Eu não queria que o primeiro post do ano fosse assim, mas sabe como é a vida, né? Eu não sei o que eu quero dela, tampouco sei o que ela quer de mim.

Por que os bons morrem antes, Renato? Tem tanta gente que podia ter morrido, tanta gente ruim que não faz falta para o mundo... (Todo ser humano é egoísta por natureza; não me venham com críticas de caráter sobre esse comentário, porque posso apostar que esse pensamento já passou pelo menos uma vez pela cabeça de cada um). E por que justamente quem é bom, justo e companheiro vai embora primeiro - muitas vezes sem termos tempo de nos despedirmos a contento?

Tio Toninho, meu padrinho, meu amigo, puxei a loucura de você. Obrigada por todo o apoio que você me deu, toda a confiança (acho que sua irmã não prestou muita atenção quando seu pai te ensinou isso). Eu sou atéia, e você devia saber disso; por isso, não sei se acredito nessa história de Céu e Inferno. Mas se você tiver que ir para algum lugar, não é um mal lugar que você merece, com toda a certeza. Sentirei saudades (mais ainda)!

Eu tenho uma quedinha por histórias tristes. Talvez por isso essa música sempre tenha me atraído. Homenagem aos bons Baroni's que já se foram.

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Créditos

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Créditos são uma forma de agradecimento a quem participou de alguma maneira para que um filme (ou qualquer outro material audiovisual) fosse completado com sucesso.

Para quem esteve mais próximo, sabe que esse foi o pior ano de toda a minha vida, sem precedentes (e isso definitivamente não é mais um dos eufemismos desta blogueira). Eu não via a hora de ele acabar, e finalmente está acabando. Este foi o ano mais libriano de toda a minha vida: um ano feito de extremos, em que coisas terríveis aconteceram, mas em contra partida, coisas extremamente boas também apareceram para, de certa forma, me dar um pouco de ânimo para continuar levando. (A vida é engraçada, né?)

Por isso, esse último post do ano vai servir como os "créditos" desse 2009 interminável.

Esse foi um ano de muito crescimento pessoal para mim. Cheguei à compreensão de várias coisas com toda a turbulência por que passei. Por isso, apesar do mau tempo, preciso, do fundo do coração, agradecer ao Glaucon, por duas coisas: priemiro, pela oportunidade de assistir, pela primeira vez (de muitas, espero), a um show internacional, da inglesa Oasis, que apesar da chuva, foi muito bom. A segunda coisa: por ter despertado em mim a maior (e melhor) revolução que eu fiz em mim mesma. Como eu disse antes, foi um ano de muito crescimento, amadurecimento e compreensões das coisas.

Agora meu maior agradecimento vai para algumas pessoas que foram realmente essenciais - para não dizer vitais. Quando a gente cai num poço, precisamos encostar os pés lá no fundo para podermos ter noção de onde estamos. Mas quando chegamos lá, às vezes precisamos de mãos para nos ajudar a voltar para a superfície. Nessas horas, dificilmente vemos essas mãos, e só quem realmente se importa faria isso pela gente. E agradeço, sinceramente, às mãos da Monique, do Felipe, da Gláucia, do Luizinho, da Amanda, da Thuany e do Diego, por estarem lá quando eu mais precisava delas. (Achou bastante gente? Eu não sou magrinha, precisa de bastante gente para me aguentar...rs) Sem elas eu não teria nunca conseguido passar pelo momento mais difícil de toda a minha vida!

Um agradecimento especial ao Diógenes, por ter reavivado em mim a alegria de postar, e me reanimado a cuidar com carinho desse blog. Escrever ainda é a minha vida.

E um último agradecimento, mais do que especial, para o Jefferson, por me mostrar que recomeços podem ser muito bons.

Feliz Ano Novo para todos e que venha 2010, que já vai começar com tudo para dar certo! :D


By the way, não sei se escolhi a melhor música para ilustrar esse post, mas no momento não pensei em nada que coubesse melhor.


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Milagres de Natal

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Há quem diga que o espírito de Natal faz coisas inimagináveis acontecerem. Bom, que coisas estranhas acontecem e ninguém sabe explicar o porquê é fato. Em 23 anos de vida eu nunca tive um momento do tipo "atividades entre pais e filhos" com o meu pai - ambos de temperamentos muito parecidos, fortes e não se suportam. Triste, né? Mas hoje ele veio todo empolgado me ajudar a montar minha estante de livros. Foi uma meia horinha interessante, que eu já nem pensava mais que poderia ter algum dia. É, coisas estranhas acontecem... Deve ser o tal do espírito natalino mesmo...

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Altos e baixos

terça-feira, 17 de novembro de 2009

"Coisas que o dinheiro não compra" são uma constante na minha vida. Por exemplo, existe algo mais impagável do que, quando você está adiantada (concordância de gênero para o que vem pela frente, mas acredito que a situação sirva para ambos os sexos) para um compromisso, sua sandália arrebentar? Claro que essas coisas só acontecem porque Murphy - ai, amorzinho! - está sempre lá, com uma mão fofa em seu ombro, lembrando-nos de sua eterna companhia. Mas como meu benzinho pensa em tudo. Não bastava arrebentar minha sandália na porta do endereço onde eu tinha que ir: tinha que ter uma loja de sapatos logo ao lado. Prático, não? Adoro praticidade!

A pressa faz a gente fazer coisas estúpidas às vezes. Por exemplo, fazer compras às cegas. Como estivesse com pressa, peguei a primeira sapatilha que serviu (porque eu tenho outra dificuldade com os calçados: o pé de gente grande em uma tampinha - "desproporção" é meu apelido de infância). Na hora de pagar, a vendedora, muito simpática, fez o seguinte comentário:

"Nossa, que sorte: esse sapato está em promoção hoje; sai pela metade do preço!"

Sorte? Sorte nada! Compensações. Uma coisa boa compensa uma ruim. Mas pelas contas já foram duas coisas boas para apenas uma ruim; não está faltando alguma coisa? Sim, está! Falta uma ruim. Aí vem:

Mulherada do meu Brasil, me corrijam se eu estiver errada, mas alguma de vocês já teve a sorte de usar um sapato pela primeira vez sem nenhuma agressão aos seus queridos pés? Sapato feminino é uma desgraça! Aperta, machuca e faz bolha! E não foi exceção para a minha nova aquisição. Para quebrar um galho deu, mas meus pézinhos (eufemismo de carinho)... Por isso que eu gosto de tênis! É que nem a história da cerveja: eu nunca passei mal bebendo caipirinha!

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Flertes de Murphy

quinta-feira, 5 de novembro de 2009


Quem tem meu MSN - e meu Orkut, já sabe que eu quero (quer dizer, queria, né?) ir ao show do DragonForce, que vai rolar em São Paulo no próximo domingo, dia 8. E antes mesmo de surgir a dúvida: não, DragonForce não é um jogo, e definitivamente não é de comer. DragonForce é uma banda de heavy metal britânica que está na estrada desde 1999. 70% de seus fãs (estimativa minha) o conheceram pelo jogo "Guitar Hero III - Legends of Rock", que conta com a música "Through the Fire and Flames" deles (muito boa por sinal). Confesso que faço parte dessa estatística.

Há duas semanas atrás descobri - totalmente por acaso - que eles estão de viagem marcada para cá: eles farão 3 shows, dias 6, 7 e 8 desse mês, no Rio de Janeiro, Curitiba e São Paulo, respectivamente. Minha primeira reação foi ficar empolgada para ir (ainda mais porque os ingressos estavam absurdamente baratos para um show internacional). A segunda foi me preocupar em ir sozinha. Talvez seja só neurose minha, mas não me senti muito bem de ir para São Paulo, à noite, para um show de rock, e depois voltar de madrugada sozinha. Aí começou a minha corrida contra o tempo atrás de algum amigo meu que gostasse da banda - e ao mesmo tempo, a minha frustração.

Todo mundo para quem eu perguntava nunca tinham sequer ouvido falar da banda - isso quando não achavam chato admitir que não conheciam a banda e me perguntavam se era um jogo. Fui desistindo aos poucos, desanimada - acho que não cheguei a perguntar a 10 pessoas. Com exceção de 3 amigos meus, que de fato conhecem - e gostam - da banda, mais ninguém fazia idéia do que se tratava. Ah, aliás: devido à falha na divulgação do show e à falta de antecedência para eles ficarem sabendo, nem um poderia ir. E agora também não ia ajudar muito, porque (óbvio!) as entradas já se esgotaram. Ou seja: domingão estarei aqui em casa, deprimida por estar perdendo um show do caralho (com o perdão da palavra) e imaginando quando será que terei outra oportunidade como essa de assistir a um show deles. Depois, quando eu falo que Murphy me ama, ainda tem gente que duvida.


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CQDNC - para constar

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Mais CQDNC (Coisas que o dinheiro não compra), para não passar muito tempo sem postar (o Ministério da Mari adverte: faculdade faz mal à saúde mental!):


- Ser tietada no show do Velhas Virgens (minha foto tá no site da banda! Lálálálá!)
- Influenciar pessoas no show do Velhas Virgens (lembra da brincadeira do "Siga o mestre"?)
- Conhecer sem querer pessoas gentis - e mais altas que você - que se oferecem para tirar fotos da banda para você, já que a sua altura não te ajuda.


Fato: rockeiros só têm cara de mal; em geral, são todos muito simpáticos - até perguntam se estão na sua frente em um show, e mudam de lugar se for o caso.

Obs.: O projeto "reunião das CQDNC" ainda está de pé; aguardem!

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Crying heart out

domingo, 18 de outubro de 2009

I've never asked anything on my birthdays before
I've never wanted so much something like now
This is the first time ever I really want something
How funny life is:
The only thing I really want this year I won't have
'Cause the only one who could give it to me won't do that
No way.

"I wish that we could go back
To what we were before
But I don't think I love you anymore"

(I Don't Think I Love You - Hoobastank)

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Sobre Pensamentos Avulsos...

Pensamentos Avulsos são divagações e outras bobagens que saem da cabeça insana dessa que vos escreve. Espaço livre para meu bel prazer de escrever e expor de alguma forma minhas idéias. Como blogueira, eu gosto de comentários; como escritora, eu preciso de críticas. Ambos me servem como uma espécie de termômetro de qualidade para a minha produção. Portanto, por gentileza, colabore. :-)

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