A música dialoga com a vida. Uma
simples nota faz qualquer um vibrar, seja qual for o ritmo, seja qual for a
motivação. Uma canção especial traz recordações, remexe o passado; dá alento,
cria esperança; motiva a seguir em frente. As músicas trazem lembranças boas e
ruins, fazem chorar, rir, dançar. Relaxam, dão conforto, instigam. Mostram
exemplos, divulgam campanhas, fazem apelos. Comunica-se através da música.
Se há uma coisa que de fato
agrada a gregos e troianos, é a música. Você pode até não gostar de um estilo
ou de outro, mas não existe quem não goste de alguma forma de música. Os ritmos não mexem apenas com a
audição, mas com o corpo inteiro. Sons de diferentes tipos podem inspirar, são
a fonte para artistas de outros gêneros, inclusive os que não tratam de arte.
Sons causam reações diferentes
nas pessoas. Um dia triste muda com uma música que sussurre ao ouvido aquelas
palavras acolhedoras de que se está precisando. Ela torna-se um abraço para os
desamparados. Um dia feliz fica ainda mais alegre com músicas agitadas. A música é o remédio e faz parte de terapias e atividades voltadas à manutenção da saúde. Também funciona muito bem em atividades didáticas e tem infinitos ensinamentos.
A música tem o incrível poder de
aumentar a concentração – e o de acabar totalmente com ela também. É como uma
ferramenta: conhecendo-se o poder que tem e a sua finalidade, usa-se bem ou
mal. Ela é vital, faz parte da vida. Há até quem diga que não dá para se viver
sem música. É um argumento compreensivo.
No dia 28 de março a Associação de Chilenos Pablo Neruda junto com o Conjunto Folclórico Raices de Chile realizará o evento Fuerza Chile, com a apresentação de músicas e danças típicas do país. O intuito é arrecadar dinheiro para ajudar as vítimas do terremoto que atingiu o Chile há alguns dias atrás.
De qualquer forma, para quem gosta de cultura, aí está uma boa dica para o domingo.
O evento acontecerá no Centro de Convivência (Praça Imprensa Fluminense), no Cambuí, às 17hs. Segue o cartaz do evento com mais informações e o vídio promocional da campanha.
De uns tempos para cá descobri que adoro algumas bandas de que ninguém nunca ouviu falar. Por exemplo, a californiana Hoobastank. Ah, essa eu tenho certeza que você já ouviu falar pelo menos um pouquinho, vai? Ela ficou famosa aqui no Brasil com a música "The Reason", em 2004 (segundo a Wikipedia, essa música fez parte do último episódio de Friends, mas como não sou exatamente uma fã do seriado, não posso confirmar a informação).
O que eu mais gosto das músicas da Hoobastank é a maturidade do eu-lírico. Elas até podem ser consideradas românticas, mas não são aquele romantismo exagerado de The Calling, mas também não são frias e calculistas. É um meio termo ideal, um romantismo que não enjoa e emociona mesmo assim (a palavra é forte, mas é a melhor para a definição).
Cinco anos depois, no começo deste ano, eles lançaram seu quarto álbum, For(N)ever. A primeira coisa que me chamou a atenção, logo de cara, foi o título (nada de estranho para uma (futura) linguista, não acha?). For ever (para sempre) é uma expressão frequentemente usada especialmente para relacionamentos (o tal do "happily ever after" (felizes para sempre) dos contos de fadas). Aí você pensa: o que esse "n" está fazendo aí no meio? Bom, aí temos outra formação for never (para nunca). Triste, se pararmos para pensar, não? Mas, quando você ouve as músicas do álbum, entende melhor a brincadeira que eles fizeram com as palavras. As canções vão desde da temática "te amo, e estou com saudades, você bem que poderia estar aqui agora" até "esquece, não gosto mais de você e já estou em outra". Literalmente, do 8 ao 80.
Para "visualizar" (sinestesia é tudo!) bem essas músicas paradoxais, deixo aqui duas sugestões pessoais das melhores músicas do álbum (todas as músicas do álbum estão disponíveis no site para ouvir):
You're The One (a "eu te amo") I Don't Think I Love You (a "eu não estou mais a fim")
Pensamentos Avulsos são divagações e outras bobagens que saem da cabeça insana dessa que vos escreve. Espaço livre para meu bel prazer de escrever e expor de alguma forma minhas idéias. Como blogueira, eu gosto de comentários; como escritora, eu preciso de críticas. Ambos me servem como uma espécie de termômetro de qualidade para a minha produção. Portanto, por gentileza, colabore. :-)