A Menina no País das Maravilhas

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Os professores veem Phoebe como uma garota problemática. A tranquila menina se enfurece com os colegas de classe que a rejeitam e sempre acaba metida em uma briga. As coisas mudam quando a nova professora de teatro, Miss Dodger, resolve apresentar a peça Alice no País das Maravilhas, dando a Phoebe um novo objetivo para sua vida. Com o passar do tempo, os problemas de relacionamento da menina pioram, enquanto sua obsessão com a peça aumenta. Sem saber como lidar com a filha, os pais da garota sofrem para descobrir o que está acontecendo com ela.

A Menina no País das Maravilhas (Phoebe in Wonderland) retrata um problema bem comum numa sociedade sempre com pressa. Não existe mais tempo para ter sensibilidade e discernir o que é manha e o que é um problema de verdade. As pessoas às vezes passam anos sofrendo com um problema para o qual não conseguem dar um nome certo, e como paliativo, o tratam por um apelido ou um senso comum qualquer. Não lidar com as coisas da forma correta desde o princípio pode ser fatal para a resolução de um impasse.

Outros problemas sociais são abordados no filme. A direção da escola e os professores habituais não têm a menor paciência para lidar com seus alunos, e dão a isso o nome de disciplina. A verdadeira educadora em toda a escola é Miss Dodger, que tem a sensibilidade e a disposição para tentar entender o que se passa com seus alunos e verdadeiramente ensinar algo a eles. A peça, para ela, não é apenas uma encenação, mas uma oportunidade de ensinar às crianças a lidarem com suas diferenças, a se respeitarem e a trabalharem em equipe.

As próprias diferenças dos alunos viram alvo de observação. Cada um com sua peculiaridade tem algo a ensinar, e os alunos se mostram muito mais abertos à compreensão e muito mais aptos ao desenvolvimento pessoal.

O conjunto de situações que se conjugam é riquíssimo. O enredo não é nada menos que tocante. As histórias se entrelaçam em um emocionante conto de fadas contemporâneo que faz um paralelo com a realidade, onde pequeninas coisas ganham proporções gigantescas ou insignificantes, dependendo dos olhos que as veem.


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Dois Coelhos

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Cansado do cenário brasileiro de corrupção e da lei do mais forte, Edgar resolve bolar um plano para acabar com tudo isso. Com uma tacada só, ele cria uma rede de acontecimentos que coloca frente a frente um político corrupto, advogados desonestos, traficantes, assaltantes e assassinos.

Dois Coelhos é recheado das mais variadas críticas à atual cultura deturpada e venerada no Brasil e no mundo de si mesmo e de interesses próprios. Como filme de ação, foi uma tentativa ousada do cinema brasileiro, mas que deu muito certo. O enredo é envolvente do começo ao fim, e as reviravoltas da história surpreendem o expectador o tempo todo.

Sem nada a perder para as mirabolantes tramas dos filmes hollywoodianos, esse filme de 2011 foi totalmente boicotado pelos cinemas brasileiros. Como muitos outros filmes, Dois Coelhos ficou tão pouco tempo em cartaz que nem deu tempo de ser conhecido. Acho que o cartaz anunciando seu futuro lançamento ficou mais tempo em exibição que o filme propriamente dito.

Diferente da maior parte dos filmes brasileiros, este não se trata de uma obra comercial com inúmeros merchandisings a cada cena. Talvez isso tenha sido um dos motivos para ele ter sido tão pouco aclamado por aqui. No elenco estão atores famosos – mas não tanto assim –, como Caco Ciocler e Alessandra Negrini.

Outra teoria para o pouco sucesso da obra por aqui é o fato de ser um filme brasileiro. Se dissessem que era um filme americano, se tivesse atores ou direção estrangeira, provavelmente seria um estouro. Infelizmente, o brasileiro em geral sofre de complexo de vira-lata: o que é do outro é sempre melhor, e o que eu tenho não presta. O brasileiro é preconceituoso consigo mesmo.

Dois Coelhos é um filme recomendadíssimo. De qualidade que não deixa nada a desejar em nada a filmes que ganharam destaque na mídia, como os famosos hollywoodianos ou a série Tropa de Elite, essa é uma excelente obra que só perde para o preconceito de seus próprios conterrâneos.



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Não Aceitamos Devoluções

segunda-feira, 15 de junho de 2015



Valentín é um bom vivant. O rapaz leva uma vida bem folgada no México, onde sobrevive de bicos e leva belas turistas para conhecer a região. Galanteador, nenhuma resiste a seus encantos. Um dia, uma de suas dezenas de ex-namoradas o surpreende em seu apartamento com uma criança, dizendo ser filha dele. Sozinho, com a bebê, Valentín se vê obrigado a tomar uma atitude. Sua primeira ideia é encontrar a mãe da menina nos Estados Unidos e devolver a criança, mas no caminho muitas coisas inusitadas acontecem que mudam completamente o rumo de sua vida.

Com sua nova situação, a vida de namorador ficou para trás. Não que Valentín reclamasse. Cuidar de Maggie era se tornou o grande objetivo de sua vida. A garota fez com que Valentín finalmente crescesse e assumisse responsabilidades. A sombra de seu próprio relacionamento conflituoso com o pai se torna a base de como lidar com sua filha. Os dois relacionamentos se tornam para Valentín uma ponto muito importante de reflexão sobre o que realmente importa na vida e como se gasta o tempo que se vive. O mundo de Valentín e Maggie vira de pernas para o ar novamente quando a mãe da menina descobre seu paradeiro, seis anos mais tarde, e aparece, dizendo que pretende levar a menina consigo.

Filme mexicano dirigido e estrelado por Eugenio Derbez, Não Aceitamos Devoluções tem um encanto próprio. Sem a pieguice comum a filmes latino-americanos, a história é contada de forma bem coerente com a realidade. As decisões com que Valentín se depara e como ele as toma tornam a história interessante e cativante, revelando uma sensibilidade que não se via no jovem Valentín, mas que aflorou de forma tocante no Valentín mais velho e responsável.

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Cartas a um Jovem Investidor – Gustavo Cerbasi

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Quantas vezes já pensamos em investimentos como um bicho de sete cabeças? Para algumas pessoas, investimentos são coisas inatingíveis; para outras, pagar um curso e trabalhar em sua formação profissional já é investimento suficiente. O fato é que pouca gente para de verdade para pensar sobre isso. São tantas coisas que envolvem investimento que às vezes fica difícil buscar informações. E o rol das coisas que se precisa conhecer para saber investir é tão amplo que qualquer um pode se sentir um pouco perdido.

A luz para guiar os passos introdutórios dessa jornada vem nas palavras de Gustavo Cerbasi. Com um texto leve e extremamente claro, em Cartas a um Jovem Investidor o educador financeiro deixa suas impressões sobre o que é investimento e o que é preciso ter em mente quando se fala no assunto ou quando se busca informações.

Para quem nunca leu nada sobre investimentos, esse é um bom ponto de partida. Em capítulos rápidos, Cerbasi explica como começar, como evoluir e como continuar colhendo frutos de seus investimentos. Além disso, o livro é um grande aliado na desmistificação dos investimentos, já que todos podem – e devem – aprender a poupar e investir, para colher bons frutos.

Autor do blog Mais Dinheiro e de outros títulos sobre finanças pessoais, Cerbasi é apaixonado pelo assunto e tem por objetivo compartilhar o que tem aprendido. Um de seus livros mais famosos, Casais InteligentesEnriquecem Juntos inspirou o filme Até que a Sorte nosSepare, com Leandro Hassum e Danielle Winits.

Respeitando-se suas próprias possibilidades e competências pessoais, é possível, sim, criar riqueza a partir de qualquer quantia que se tenha. O trabalho é importante nesse processo. A determinação e paciência são aliadas com as quais é necessário firmar uma amizade duradoura. Com tudo isso, o livro de Cerbasi mostra como é possível se livrar da escravidão que a filosofia de trabalho nos impõe hoje, aproveitar os frutos plantados sempre – e não apenas na aposentadoria – e ter uma vida plenamente feliz.

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O Que Eu Vi , O Que Nós Veremos - Santos Dumont

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Talvez a primeira imagem que venha à cabeça quando se fala em Santos Dumont seja um avião. Para os mais conhecedores do inventor brasileiro, a imagem do famoso 14-Bis é logo evocada. Pouco se sabe, no entanto, sobre sua história e as dificuldades que ele enfrentou até chegar à conclusão de seu projeto mais conhecido.

Seus estudos sobre a aeronáutica, que o levaram a inventar um aparelho que levaria o homem pelos ares, possibilitaram uma revolução inegável na vida das pessoas. O mérito de sua principal invenção é até hoje alvo de disputa com os irmãos Wright. Essa é uma questão que será discutida para sempre, e quanto a isso, não há muito o que se fazer. Mas alguns textos podem se colocar do lado de um ou de outro nessa competição.

De certa forma, é isso o que se tem em O Que Eu Vi, O Que Veremos, livro autobiográfico de Alberto Santos Dumont. Nesse relato, o inventor se estende apenas sobre o fato que pesa sobre a invenção do avião e seu processo de criação até o voo bem-sucedido do 14-Bis, em Paris, em 2906.

De forma muito pessoal e humilde, o mineiro Santos Dumont conta em seu livro como teve apoio da família no Brasil para continuar seus estudos em Paris, contando com o apoio de parentes na capital francesa. Devorador de livros e sonhador, o inventor era apaixonado pelos romances de Júlio Verne, que se tornou a grande inspiração para seus inventos.

O livro é dividido em duas partes. Na primeira, Santos Dumont conta como conheceu e se apaixonou pela aeronáutica, antes mesmo de a ciência ganhar esse nome. Conta também a coragem que teve que demonstrar para enfrentar tantas pessoas incrédulas em seus estudos para seguir com seus testes até finalmente conseguir um equipamento que voasse sozinho, com um motor próprio. Suas experiências deram errado dezenas de vezes, e em muitas delas ele chegou a pensar em desistir, inclusive por já ter se machucado bastante em algumas tentativas frustradas. Para a sorte do mundo, nenhuma frustração foi superior a sua vontade de realizar o que se propôs a fazer.

E não pense que os irmãos Wright foram de alguma forma oponentes para Santos Dumont; humilde, o autor fala deles em seu livro com muito respeito, reconhecendo a importância dos americanos nos avanços da aeronáutica.

A segunda parte do livro é dedicada à repercussão que sua invenção ganhou. O inventor recebeu menções de honras de vários políticos e militares da época. Para sua grande decepção, Santos Dumont viu sua invenção ter sido adaptada como uma arma de guerra. Para ele, sua invenção sempre teve o objetivo de ajudar as pessoas a se locomoverem de forma mais rápida e ágil. Anos depois, porém, sua tranquilidade foi trazida de volta por uma carta recebida de um militar, dizendo-lhe que os aviões também estavam sendo usados para coisas boas, e não apenas para a guerra.

O livro é um excelente exemplo de empreendedorismo, garra, determinação e de como sonhos podem ser realizados. E em um mundo bagunçado, com valores distorcidos, em que a mídia escolhe a dedo quem melhor representa a diferença, essa autobiografia é uma ótima evidência de que o Brasil também produz heróis e pessoas que mudam o mundo a partir de seus sonhos.

Dica: o livro está atualmente em domínio público e pode ser baixado gratuitamente em PDF no próprio site do Domínio Público brasileiro, na Amazon, para os adeptos de Kindle, e na Google Play Store, para os fãs de Android.


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Ser social – mas tem um limite

sábado, 30 de maio de 2015

As pessoas gostam de conversar. É a natureza humana: ser social, compartilhar com o outro. Mas basta tocar em um assunto delicado e duas são as possibilidades: ou a conversa vira briga, ou a conversa termina.

Conversar é saudável. Expor seus pensamentos alivia a tensão, é ótimo para combater sintomas da depressão. Uma simples conversa pode aproximar as pessoas e ser a forma mais fácil de se conhecer uns aos outros.

Por outro lado, há quem não goste de conversar. Tem gente que só conversa consigo mesmo. E tem gente que nem consigo mesmo tolera uma boa conversa. Essas são aquelas pessoas que preferem guardar para si quando são contrariadas, magoadas ou chateadas de alguma forma.

Há quem acredite que guardar sentimentos ruins, sem colocá-los para fora em forma de uma conversa sincera, pode causar problemas para a pessoa, inclusive no âmbito da saúde. A já falada depressão é apenas uma delas; pode-se observar também sintomas de estresse, abatimento, cansaço, desânimo... Um sem fim de sintomas que varia de pessoa para pessoa, de um sistema imunológico para o outro, de estrutura psicológica para o outra.

Boa parte dos problemas poderia ser resolvida em uma conversa franca – desde que houvesse paciência suficiente para isso – e bolas de neve potencialmente gigantes poderiam ser impedidas dessa forma. Dizer o que o outro pode ter feito que machucou – e veja bem: eu digo dizer e, definitivamente, não apontar erros, defeitos, etc. – daria ao outro a oportunidade de se justificar. Ou de pelo menos entender o que está acontecendo. Muitas vezes nem sabemos porque estão chateados com a gente, porque a nossa capacidade de dedução também tem um limite. Nem sempre é o caso de termos feito algo errado. Às vezes foi simplesmente um ato mal compreendido. O mal entendido se desfaz ao se esmiuçar o problema em uma conversa.

Mas se é tão simples assim, porque as pessoas têm tanto medo de conversar sobre seus relacionamentos e os problemas que existem com eles. Com o passar dos anos as pessoas têm ficado mais egoístas. Ninguém aceita críticas porque, no fundo (mesmo que não admita), se acha perfeito, incapaz de errar. A geração de mimados em que vivemos não sabe lidar com a crítica, tampouco tem capacidade psicológica de assumir seus erros. A consequência é óbvia: alguém que não é capaz de assumir seus erros dificilmente consegue se colocar no lugar do outro.

Enfrentar uma conversa franca com alguém pode levantar uma série de defeitos que ela possa ter e dos quais tem se esforçado tanto para fugir. Conhecer a si mesmo não é algo trivial, que qualquer um faz. Esse, na verdade, é um exercício digno apenas dos fortes. Descobrir-se na verdade como um ser frágil, vulnerável e passível de erros (muitos erros) é uma realidade muito dura para a maioria das pessoas. De fato, não é para qualquer um, mas é um exercício essencial para se viver em sociedade.

Num mundo de tagarelas e surdos, ouvir é divino. Tão divino que ninguém se acha a altura. Ouvir é difícil. Exige paciência e empatia. Exige, mais ainda, a capacidade de não fazer julgamentos precoces. Ouvir sem rotular o orador antes de ouvir a história inteira é habilidade raríssima por sua dificuldade. E sem o hábito de ouvir, a habilidade vai se perdendo, até que um dia, fatalmente, se findará.

Então é tudo uma questão de falta de coragem? Talvez. Mas não só isso. É uma falta conjunta de várias coisas, entre elas, o caráter e a empatia. Num mundo em que se tem tanto para falar, cheio de “razões” e “direitos”, sobra pouco espaço para ouvir. E daí, talvez se entenda que a falta maior reside na boa vontade.


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A força que sustenta a Teoria de Tudo

segunda-feira, 30 de março de 2015

Vencedor do Óscar de 2015, “A Teoria de Tudo” mais que mereceu o prêmio. A belíssima obra cinematográfica leva para as telonas a biografia do grande físico britânico Stephen Hawking, nas palavras de sua primeira esposa, Jane Hawking.

A história começa a ser retratada quando o físico conhece sua primeira esposa, em uma festa da faculdade. Um típico nerd, sem a menor expectativa de sucesso num relacionamento com a garota bonita de um grupo de estudantes populares, surpreendentemente conquista seu coração. E apaixonada e dedicada como sua personalidade lhe cabia, Jane nunca desistiu de Stephen, mesmo diante de uma previsão de futuro tão caótico como o que estaria por vir. Com a sentença que o físico recebeu ainda jovem, ao descobrir sua esclerose lateral amiotrófica, nem sua família parecia estar preparado para enfrentar o problema ao seu lado. Até o próprio Stephen já havia desistido de si mesmo, mas Jane intercedeu por ele, e lhe deu a coragem necessária para seguir em frente.

O diagnóstico, que deu a ele apenas mais dois anos de vida, se provou erradíssimo, para o bem do mundo. Stephen Hawking luta até hoje com sua condição para poder continuar fazendo o que lhe dá tanto prazer: desvendando o cosmos. Porém, talvez ele não tivesse chegado tão longe se não fosse sua primeira esposa, e também a segunda depois de Jane, em seu momento. Stephen Hawking é um cientista brilhante, e um ser humano dotado de muito bom humor e desprendimento – mais, ainda assim, é um ser humano como outro qualquer, com medos e vícios que o fazem enxergar o pior lado da coisa. As mulheres da vida do físico foram as estrelas que brilharam para ele por toda a sua vida para não deixar que ele próprio se apagasse. Portanto, viva essas mulheres.


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Inversões de sentidos

quarta-feira, 25 de março de 2015

As modas mudam com o tempo. O que servia em uma determinada época passa a ser cafona alguns anos mais tarde. Cores que antes se usavam muito, hoje podem acabar escondidas no fundo do guarda-roupa, acumulando pó. É assim com todas as coisas.

Algo parecido acontece com os costumes. Alguém pode dizer que os bons costumes nunca saem de moda. Mas mesmo acreditando-se nisso está cada vez mais difícil ver a reprodução dos ditos bons costumes. E a razão para isso em boa parte está nos muitos “ismos” que se tem cultivado como filosofia de vida, como o feminismo, o egoísmo, e tantos outros.

Houve uma época em que os livros moldavam o comportamento de uma sociedade. Tão perigosos eram que chegaram a ser proibidos, especialmente por ditaduras covardes com medo de serem derrubadas com certa facilidade. Os anos e a evolução das tecnologias trouxe outra forma de informação e cultura, que deveria ter apenas se aliado aos primeiros, mas aos poucos os têm substituídos: a televisão.

Aqui também encontramos dois grupos ferrenhos: os que juram que a TV manipula o pensamento comum e os que juram que jamais seriam controlados por essa máquina e seu conteúdo, pois ela é inofensiva. Ora, num mundo que não lê, é difícil adquirir-se a habilidade de senso crítico. Aí fica difícil mesmo se desvencilhar das garras manipuladoras da televisão.

Muitos dispositivos no mundo foram criados com uma intenção e acabaram tendo seu objetivo desvirtuado. A pólvora é um bom exemplo disso: criada inicialmente para colorir festivais orientais com os tradicionais fogos de artifício, alguém um dia viu naquilo uma grande arma em potencial. Estudos dos átomos, em prol de causas nobres da ciência, se tornaram a temida bomba atômica.

Criada para entreter e levar informação de forma mais ágil às pessoas, a televisão se tornou parâmetro para modelo de comportamentos. Muito se aprendeu com o que a ela transmitia. As informações chegavam mais rápido, e também as tendências. O que acontecia na televisão passou a virar o molde para se reproduzir na vida real. As mulheres queriam os mesmos cortes de cabelo, as mesmas roupas; os homens se sentiam mais másculos com um cigarro, um copo de bebida na mão.

Mais uma vez, nem tudo nesse parâmetro é ruim. De uns anos para cá, a televisão tem sido usada como ferramenta contra discriminação e preconceito. Várias obras televisivas já trataram de temas delicados e tabus, como doenças sexualmente transmissíveis, drogas, gravidez na adolescência, uso de preservativos, prevenção de doenças, homossexualidade, etc. Exemplos é o que não falta. Quando se aborta esse tipo de assunto eles tendem a se tornar algo natural no dia a dia das pessoas, e aos poucos acabam sendo introduzidos às suas rotinas, de forma natural.

A mesma naturalidade, porém, tem sido aplicada coisas que fogem ao discernimento do que é certo ou errado. É de assustar a quantidade de novelas e filmes que tratam comportamentos desvirtuados, como traição, roubo e competição acirrada valendo tudo – até trapaça – com a maior naturalidade. Na maioria das vezes esses comportamentos acabam punidos no último capítulo, mas até então, o desonesto só tem a desfrutar. É como se estivessem reforçando a legitimidade da falta de caráter em prol de si mesmo, incentivando-a – porque, afinal, é só você mesmo que importa, e ninguém mais. A lição que se passa é a de que você não deve medir forças para ser feliz, mesmo que afete alguém, e as pessoas devem te reverenciar por sua felicidade. Você, no entanto, jamais deve ficar feliz pela felicidade dos outros, porque isso é coisa de gente simplória, ingênua.

Mais chocante do que isso é ouvir de conhecidos defesas fervorosas a esse tipo de atitude. Isso é prova de que a mensagem desvirtuada tem sido passada com sucesso e aos poucos está sendo incutida no comportamento das pessoas, como se fosse de fato o ideal. As pessoas não estão sabendo diferenciar.


Como todo equipamento, a televisão também tem várias utilidades, e isso é excelente. Basta descobrir agora como usá-la mais para bons fins para melhorar o mundo – e não piorá-lo.

Trecho do filme "Perfume de Mulher" (1992)

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Sérgio Y. Vai à América

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Felicidade é um conceito abstrato dos mais difíceis de ser definido. Se a felicidade pode estar no convívio com a família para uns, pode morar em uma grande riqueza para os outros. Sérgio Y. tem os dois e mesmo assim não consegue se considerar uma pessoa feliz.

Um grande psiquiatra com anos de carreira de carreira e uma experiência invejável poderia muito bem se aposentar e curtir a vida, mas apaixonado pela profissão, prefere seguir consultando e não abandonar seus pacientes. O único luxo ao que se dá é o de diminuir o número de pacientes e escolher qual caso quer ou não estudar. Um dia, porém, a pedido de uma amiga, resolve acolher em seu consultório o jovem Sérgio Y., que inicialmente parecia um adolescente como outro qualquer, mas que o intrigava por algum motivo que ele não conseguia descobrir. Filho de um grande empresário e estudante de um dos melhores colégios da cidade, sem problemas de relacionamentos, cercado por amigos, Sérgio não tinha nada que o fizesse infeliz. Mas não conseguia enxergar a felicidade em sua vida. Era como se algo lhe faltasse. Em sua última consulta com o psiquiatra, Sérgio se despede, agradecendo tudo que o médico havia feito por ele e informando de uma viagem de férias que faria com a família. Feliz por seu paciente, o psiquiatra lhe sugere alguns pontos turísticos para visitar e lhe deseja boa viagem.

Sérgio nunca mais apareceu. Ainda assim, continuou a intrigar o psiquiatra. Ele nunca em sua vida tinha deixado um caso sem resolução, e aquele paciente tinha se tornado o primeiro. Ainda incomodado com essa história, o médico resolve ir atrás da família de Sérgio para descobrir como ele estava, e para sua surpresa, descobre que seu antigo paciente estava morto.

É nessa busca por autoconhecimento e estudo de caso que decorre o livro de Alexandre Vidal Porto, de São Paulo. Em linguagem simples, e com uma sensibilidade única, o autor traduz em palavras as complicadas minúcias da vida e toca em temas até hoje polêmicos (ainda que velados). São idas e vindas de personagens totalmente desconhecidas e desconexas que por pura força do destino acabam tendo seus caminhos cruzados para que um tenha a oportunidade de ensinar algo ao outro.

Se é que o livro traz uma lição (dentre tantas que se pode tirar dele), é que é preciso estar sempre de mente aberta. Só uma mente aberta é capaz de captar essas mensagens preliminares que estão no ar o tempo todo e que nos fazem nos defrontarmos com questões que merecem uma reflexão. Mensagens assim estão sempre por aí, mas chegam até nós apenas quando precisamos delas, e só com mente verdadeiramente aberta podemos captá-las


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Se não tem solução a gente inventa

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

O ser humano é um ser insaciável por natureza. Tudo para ele pode ser melhorado. Já percebeu como a sociedade cria soluções para problemas que ela mesma criou?

A agenda é um bom exemplo disso. As pessoas sempre tiveram o que fazer, mas com o tempo a quantidade de atividades aumentou tanto, mas tanto, quem ninguém em sã consciência tem uma memória boa o suficiente para tanta coisa. Aí surgiu a necessidade de algo que desse uma forcinha, e assim nasceu a agenda. E como a agenda uma hora também se tornou um tanto obsoleta para essa tarefa, outras técnicas foram criadas, como amarrar um lacinho no dedo, espalhar post-its por todos os cantos, como se fossem papel de parede particionado, e listas e mais listas de coisas a se fazer. O que são as promessas de Ano Novo se não mais uma lista de coisas que precisam ser feitas?

A tecnologia também criou outros problemas que precisavam de solução. Talvez a mais engenhosa delas tenha sido a sincronização. Lembra da época dos disquetes, em que os backups tinham que ser copiados manualmente de um para o outro? E às vezes precisávamos de pilhas inteiras de disquetes para dar conta de tanto arquivo. Depois vieram os CDs e HDs externos, mas o quesito praticidade ainda não estava resolvido. Hoje, no entanto, os aplicativos podem sincronizar automaticamente o tempo todo tudo o que você faz com uma coisinha chamada nuvem, assim você nunca perde suas coisas. Se você for assaltado, por exemplo, e roubarem seu celular, não tema! Suas fotos estarão seguramente salvas em uma nuvem qualquer e podem ser acessadas a qualquer momento de um outro dispositivo eletrônico qualquer.

Existem aí muitos outros exemplos que podem ser citados: os vírus de computador e programas para proteger os aparelhos desse e de outros males; os remédios, que curam doenças para o estresse do dia a dia, criado pela humanidade; coisas compactas e retráteis para se ajustarem à falta de espaço de um planeta cada vez mais abarrotado. Exemplos não faltam, e nunca deixarão de existir. Se o homem é criativo na hora de resolver problemas, também é excelente na arte de criá-los.


Dizem que a necessidade é a mãe da invenção. Anos de desenvolvimento humano provam que isso não poderia ser menos do que verdade. Sempre que surge um problema, mesmo que o próprio ser humano é quem o tenha criado, em outro ponto haverá outro ser humano empenhado em descobrir uma solução para ele. Portanto, enquanto a nossa espécie continuar sendo um ser pensante e criativo, estamos a salvo!


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O que é o Natal?

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

O Natal é uma festividade como outra qualquer. É uma data religiosa que para muitos já perdeu o sentido religioso, mesmo que ninguém ouse admitir e ainda se sinta ofendido quando confrontado com tal acusação. Um dia como outro qualquer para muita gente, um dia de festa para tantas outras. Mas o que é o Natal afinal?

Segundo o dicionário Aulete:

4. Litu. Festa de comemoração do nascimento de Jesus Cristo, estipulada como sendo no dia 25 de dezembro (pelo calendário gregoriano), desde o século IV pelos cristãos do Ocidente, e desde o século V pela Igreja católica oriental. A Igreja Ortodoxa (russa e grega) comemora a 7 de janeiro, pois adota o calendário juliano.

A Wikipédia também traz um dado interessante sobre a origem das festividades:

Originalmente destinada a celebrar o nascimento anual do Deus Sol no solstício de inverno (natalis invicti Solis), a festividade foi ressignificada pela Igreja Católica no século III para estimular a conversão dos povos pagãos sob o domínio do Império Romano e então passou a comemorar o nascimento de Jesus de Nazaré.

Essa origem religiosa da data traz consigo todo um misticismo. São várias as sensações diferentes que uma simples data causa nas pessoas. Existe a vontade de estar próximo aos entes queridos, e a obrigação implícita que a data impõe. Também há o apelo comercial: é chato não dar/receber presente de Natal. Até uma reunião de amigos vira motivo para dar presentes: e assim nasceu o amigo secreto. E o que tinha o objetivo de unir as pessoas pelo sentimento foi perdendo sentido e o vínculo que unia as pessoas virou outro: o consumo pelo simples ato de consumir.

Mas existe algo no Natal que é realmente mágico: a união. A toda a volta, você vê pelo menos esforços de minimizar atritos, pelo bem do espírito do Natal. As pessoas querem se encontrar, elas se esforçam para isso. Algumas até tentam estar com todos os parentes, seja do seu lado da família ou do lado do seu parceiro. Há conciliação. Há vontade de que tudo saia bem. Há interesse na reaproximação e no aconchego que só um abraço fraterno consegue proporcionar.

Se Natal tivesse que ser definido em uma só palavra, eu escolheria “união”. Essa é a melhor palavra para definir um dia que não é só uma data, mas um marco no ano. É um dia para perceber que você não está sozinho no mundo, e que tem abraços apertados esperando por você sempre que precisar. É uma época de calor - a melhor expressão para o que se conhece por calor humano. É uma data para se lembrar quão rico se é por ter ao seu lado pessoas queridas que nem sempre conseguem estar por perto e que, às vezes mesmo estando perto fisicamente, não conseguem estar com você o tempo todo. O Natal é o dia para se lembrar de que mesmo com todas as distâncias e obstáculos, você estava bem perto de alguém, mesmo que em pensamento.

Ninguém merece passar o Natal sozinho.


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A forma justa de se cobrar impostos

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Um dos discursos políticos mais batidos em termos de campanhas eleitorais é aquela velha história de que, em um país justo, os mais ricos têm que pagar mais impostos que os pobres. Mas como fazer isso?

Os discursos utópicos inflamados dizem que para que isso aconteça, é só isentar os pobres de alguns impostos e aumentar a quantidade de impostos paga pelos ricos. A França tentou isso, e está cada vez mais encrencada economicamente. Isso porque os mais ricos, achando injusta a cobrança de impostos que passou a ser feita sobre eles, fez o que era mais lógico: se mudaram de país. Alguém tem que pagar impostos; logo, adivinha para quem sobrou?

Se a cobrança de impostos for proporcional, ou seja, calculada em porcentagem, na prática já existirá uma cobrança maior para o rico do que para o pobre. Porém, essa forma pseudossocialista que alguns políticos de massa gritam tanto é extremamente injusta. Nem todo rico nasceu rico; muitos dos abastados nasceram pobres e tiveram muito que trabalhar, estudar e batalhar para conquistar o patrimônio invejável que possuem hoje. É justo, depois de tanto trabalho, retirar dessas pessoas o que elas conseguiram com tanto esforço?

Justo mesmo seria proporcionar a todos uma escolarização de qualidade que formasse as pessoas para a boa administração de suas posses e que as incentivasse a querer mais por meio do trabalho, do estudo e da capacitação. Assim, todos teriam a mesma capacidade de aumentar seus patrimônios e, quem sabe, serem ricos também.

O foco do problema recai injustamente sobre a cobrança de im
postos. Para o bem ou para o mal, uma país precisa cobrar impostos de seu povo. É o dinheiro vindo desses impostos (entre outras fontes) que é destinado ao pagamento de serviços públicos, como hospitais, escolas, postos policiais, etc. O que acontece, no entanto, é que essa grana toda não é bem administrada: ora é desperdiçada sem nenhum cuidado sequer, ora é manipulada em benefício de causas que não favorecem a população como um todo. Assim não há dinheiro que chegue mesmo. E como alguém sempre tem que levar a culpa, melhor dizer que a culpada é a cobrança dos impostos no país, que é injusta e desigual.


Se quiser mais uma opinião sobre o assunto, confira artigo muito bem colocado de Flávio Augusto da Silva, fundador do Geração de Valor, em sua página no Facebook.

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Conto de fadas moderno

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Um dia, sem querer, Cinderella conheceu o Príncipe Encantado. A princípio, nada havia de especial nele, exceto por sua realeza. O príncipe, por sua vez, lhe dizia palavras tão bonitas que Cinderella chegou a considerar por um momento que ele poderia estar falando a verdade e de fato gostar dela. Depois do longo período que foi preciso para criar coragem, a moça foi tirar a dúvida, porém, o príncipe a rejeitou, dizendo que eles nunca poderiam ter um relacionamento.

Cinderella ficou muito triste. Chegou até a sentir raiva de si mesma por ser tão ingênua. Como alguém como o príncipe poderia um dia se interessar por alguém como ela? Não fazia mesmo o menor sentido.

E, como não poderia deixar de ser, a vida seguiu em frente. Cinderella seguiu seu caminho, determinada a não perder sua alegria. Estava empenhada em tirar o príncipe da cabeça. E conseguiu.

Pelo menos era o que ela pensava. Um dia o príncipe, que por coincidência ou força maior – quem saberia dizer? –, havia sumido, ressurgiu. Ela agiu normalmente perante ele, como se nada jamais tivesse acontecido, sem despertar qualquer suspeita. Só que o príncipe voltou a cortejá-la. Agora, no entanto, ela estava mais cautelosa e passou a ouvir as investidas do príncipe de outra forma, mais como elogios, para agradar seu próprio ego, do que como palavras sinceras. O comportamento dele, por outro lado, só a deixava confusa: se antes nunca poderiam se relacionar, porque agora ele continuava a tentá-la? Para ela, tudo não passava de mais um blefe do príncipe, aproveitando-se de sua posição, para se divertir com seus sentimentos.

Um dia, eles se encontraram novamente, em um baile. Ela tentou fingir que não o tinha visto, mas não teve jeito. Ela tentou se esquivar, mas ele era insistente. O príncipe, então, a tirou para dançar. E por mais que quisesse, ela não conseguiu resistir. O sentimento há muito adormecido despertou com todas as forças, guiado pela esperança.

Eles dançaram. Dançaram a noite toda. Dançaram até seus pés ficarem cansados. E foi tudo tão bom, e tão lindo, e tão rápido, que mais aprecia um sonho.

E, como um sonho, no dia seguinte já havia ido embora. Nem muito sentido fazia mais para Cinderella. O príncipe nem se importou em procurar a dona do sapato perdido que encontrara. Na certa deve tê-lo jogado em um porão escuro qualquer, com tantos outros pertences perdidos e deixados para trás em seu palácio. 

E doeu. Doeu muito. Mas um dia a dor passaria.

E, como não poderia deixar de ser, a vida seguiu em frente. A vida não pararia, seja por vontade do príncipe, seja por vontade de Cinderella, seja por vontade de quem quer que fosse. E Cinderella, que já estava mesmo acostumada a ser sozinha, uma hora esqueceu tudo de vez e se conformou com sua vida como ela era e viveu feliz para sempre.

Fim



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Manifesto do eleitor

sábado, 4 de outubro de 2014

Todo e qualquer candidato que se enquadre em uma das situações apresentadas a seguir perderá automaticamente toda e qualquer chance de ter um voto do eleitor:

1 – Promover campanha eleitoral irregular (cavaletes do inferno!) ou cujos santinhos forem encontrados jogados pelas ruas;
2 – Misturar religião com política, especialmente quando com o intuito de angariar votos de pessoas em dúvida;
3 – Alegar que é a favor da família, mas limitá-la a uma única expressão ou configuração;
4 – Tiver alguma acusação pautável de má conduta, seja ela de qualquer natureza;
5 – Num país em que a violência e a discriminação são um problema que atinge proporções gritantes como o Brasil, estimular mais violência e intolerância, seja contra gênero, classe, cor, credo, diferente linha de pensamento ou opiniões, seja em nome de Deus, de Alá, de Oxum, dos duendes ou do que quer que seja.


Se ainda algum outro item precisar ser analisado para compor este manifesto, será devidamente agregado no futuro, conforme se fizer necessário.

Também haverá correntes positivas para que os espíritos do bom senso acompanhem todo eleitor em seu exercício de cidadania.


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100 Happy Days – O Resultado

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

100 dias felizes. Proposta mirabolante? Otimista demais? Autopiedade? Ou sem propósito algum? Seja lá o que for, achei interessante e resolvi testar.


Dia 2: Comida japonesa é
sempre motivo de felicidade
Comecei o desafio #100happydays no dia 13 de maio. No início, estava bem animada, e não tive dificuldade de encontrar a primeira foto. A ideia era tirar uma foto de algum momento que tivesse feito o seu dia mais feliz. Valia qualquer coisa, desde um presente até o trecho de um poema encontrado ao acaso. Em alguns dias foi até difícil dizer qual momento, de tantos, melhor representava o que tinha me tirado um sorriso.

Várias coisas foram muito legais nesse desafio. O primeiro, claro, fazer um esforço para realmente enxergar o que aconteceu de bom no dia. Dos 100 dias, eu tirei mais de fotos. O restante foi preenchido por imagens encontradas na Internet ou fornecidas pelo Foursquare. E aí entra a segunda parte da diversão: pensar em qual seria a melhor imagem para descrever o momento feliz do dia. Em alguns, essa foi uma tarefa difícil de realizar – ainda mais para uma libriana, indecisa por natureza. A terceira parte era a melhor, na minha opinião: criar uma legenda criativa para apresentar o seu momento feliz. Para quem é apaixonada pelas palavras, como eu, foi mamão com açúcar.

Dia 13: História antes
de dormir
Mas como todo bom ser humano que se preze, houve “dias de fúria”. Esses são os dias em que a gente acorda de mau humor com a vida, ou deprimido demais até mesmo para sair da cama. Quem não tem um desses? E aí o desafio se mostrou ainda mais pertinente: encontrar um brilho num dia cinza era algo que acalmava a alma e deixava o clima mais leve. Dificilmente o péssimo humor perdurava depois de registrado o #100happydays do dia.

Há pesquisas que dizem que se você repete uma tarefa por 21 dias, ela se torna um hábito. Com o desafio dos 100 Happy Days você realiza esse “ritual” mais de 4,5 vezes. Logo, é praticamente impossível que não vire um hábito. E semanas depois de terminado o meu desafio, eu percebo como ele fez uma diferença efetiva em minha rotina. É engraçad

o você se pegar de repente pensando que isso ou aquilo renderia uma boa foto para o 100 Happy Days se você ainda estivesse participando do desafio.

Dia 52: Se dar melhor quando
tentam passar a perna na gente
Muita gente não entendeu bem a ideia da coisa e achou deprimente. Na onda dos desafios, muitos outros vieram, e mais gente que não entendeu a ideia da coisa veio. E a conclusão que eu tiro disso é que todo mundo gosta de dar a sua opinião – e se for contrária, dá muito mais prazer. O ditado mais coerente surgido no mundo virtual é aquele que diz “haters will hate” (odiadores odiarão). É a vida: eles não são capazes de dar mais do que isso de qualquer forma. Mas, graças a eles, o desafia dos 100 Happy Days ganhou mais uma vantagem: o desenvolvimento da disciplina necessária para ignorar comentários ignorantes (entenda-se por ignorante “aquele que ignora a informação ou que não tem o conhecimento sobre determinado assunto”).

Recompilar as fotos foi ainda mais divertido. Cada foto me fez lembrar a situação em que o momento feliz aconteceu e o que o ocasionou. E cada foto revivida me tirou um novo sorriso.


Momentos especiais que tornam o nosso dia mais iluminado acontecem todos os dias. A correria do dia a dia, o excesso de preocupações e responsabilidades, o pessimismo, a falta de introspecção, entre tantas outras barreiras, nos colocam uma venda nos olhos que nos impedem de ver coisas simples que nos deram generosamente sombra e água fresca, mesmo que apenas por alguns minutos em um dia do cão. Se policiar para encontrar esses oásis dia após dia faz com que nossa atitude mude e consigamos levar a vida com mais tranquilidade. Acho que esse é um esforço que deveria ser feito por todos, se não por ideologia, por uma questão de saúde física e mental. E porque é bem divertido.
Dia 4: Ser recebida com um
sorriso escancarado

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A Menina do Vale

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Empreendedorismo é a palavra-chave do momento. A primeira ideia que vem à mente ao ouvir esse termo é a de uma empresa (em geral, uma empresa bem-sucedida). Porém, empreendedorismo vai muito além disso. O campo dos negócios é apenas uma das vertentes em que essa habilidade pode ser aplicada.

As ideias do empreendedorismo podem muito bem ser aplicadas no dia a dia, em atitudes tomadas para organizar alguma coisa ou para mudar algo que não evolui mais em nossas vidas. Esse tipo de atitude é o que nos move a fazer diferente, a encontrar novos meios e seguir em frente.

Sempre muito independente, Bel Pesce, autora do livro A Menina do Vale, é um exemplo de empreendedorismo de sucesso. Desde muito cedo entrou de cabeça nos estudos e no mundo que lhe interessava: o da informática. Rapidamente foi notada por sua personalidade e evoluiu cada vez melhor dessa forma.


Tanto sucesso era tão incrível que ela resolveu escrever sua experiência para ajudar outras pessoas. E assim nasceu A Menina do Vale, livro em que a autora conta um pouco de sua própria experiência de vida e carreira e aconselha sobre empreendedorismo e automotivação, com dicas de leituras, vídeos, entre outros. É um livro muito inspirador para quem se sente incomodado em uma zona de conforto.

Atualização: a continuação deste livro está sendo lançada hoje e a Bel Pesce o está disponibilizando gratuitamente para download neste endereço: ameninadovale.com/volume2.



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Necessidade de gratidão

domingo, 31 de agosto de 2014

Nada é de graça. Ninguém faz nada “de mão beijada”. Sempre que se faz algo, espera-se algo em troca. E ninguém fica contente em fazer algo sem receber no mínimo um “muito obrigado” em retribuição.

Porém, nem sempre se recebe o agradecimento devido. E nem por isso pode-se perder tempo com lamúrias. Quantas vezes você já ouviu o conselho “se der ouvido ao que os outros dizem você não fará nada”? Existem dezenas de fábulas e ditos populares falando sobre isso; a mais famosa acredito ser a do sapo surdo, que só conseguiu chegar ao topo da montanha porque não conseguia ouvir a plateia lamentando que o pobrezinho não conseguiria chegar até o final.

Pois esse conselho serve tanto para o bem quanto para o mal. Se não se dá ouvidos ao que os outros dizem, é possível fazer tudo o que se quer, acreditando-se em seu potencial. Mas o silêncio ou a ingratidão também nos impede de seguir em frente, e não “dar ouvidos” a esse tipo de reação (ou falta dela) também nos move para frente.

Eu já tinha ouvido esse conselho diversas vezes, mas nunca tinha me atendado de verdade para ele. Foi com um post da página Geração de Valor no Facebook (em um momento muito adequado) que a ficha finalmente caiu para mim. É claro que o trabalho fica muito mais agradável e menos pesado quando você sabe que será retribuído por ele. Mas você realmente precisa dele para realizar o trabalho? Na maioria das vezes não. E é justamente quando não se espera nada que podemos ser surpreendidos.

Eu sou da opinião que o universo conspira com relação ao que você faz. Se fizer algo bom hoje, sem esperar uma retribuição, de alguma forma ela será retribuída, mesmo que a gente não perceba. É uma atitude boa feita hoje, e uma sorte que se dá amanhã.


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Geração do consumo e seus abusos

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Em uma sociedade cujo ídolo é o consumo, quem não consome está fora de moda. Simples assim. E quem é um pouco menos manipulável é taxado de pão-duro e sovina, como se ter a capacidade de escolher não gastar em detrimento de uma economia maior ou de um gasto mais responsável fosse um defeito ao invés de uma qualidade. Nessa sociedade de valores invertidos, pseudo-políticos sem muito o que fazer encontram brechas para mostrar serviço de formas inusitada, para não falar inadequada.

Uma resolução do ConselhoNacional dos Direitos da Criança e do Adolescente lançada em março deste ano considera abusiva toda e qualquer publicidade voltada ao público infantil. Segundo a resolução, uma inocente propaganda de produtos voltados justamente para o publico infantil seria condenável. Até a programação infantil foi retirada das grades dos canais televisivos e substituída por mais programas para adultos.

Televisão agora é coisa exclusivamente para adultos. Só que não avisaram as crianças. Nem os pais. Infelizmente, vivemos em uma geração em que os pais não querem dispor de seu tempo (nem esforços) para educar seus filhos, e a televisão tem sido um grande aliado nessa onda de preguiça (negligência?) generalizada. Está tudo bem enquanto a criança está hipnotizada pelo aparelho eletrônico, pois assim sobra mais tempo para os pais fazerem o que bem entenderem. Mas se antes já estava ocorrendo um processo de aceleração no amadurecimento de uma criança e encurtamento de sua infância, exposta de forma massiva ao mundo dos adultos, esse processo tem se tornado alucinante.

Entrevistada a respeito desse assunto, a empresária Mônica de Sousa, filha do cartunista Maurício de Sousa, deu uma excelente entrevista ao jornal O Globo (que pode ser conferida na íntegra aqui). Entre vários argumentos extremamente pertinentes, Mônica lembra que é muito fácil cobrar o governo por coisas que têm relação com a educação básica que é responsabilidade dos pais. A obesidade e o consumo em massa, por exemplo, são coisas que poderiam ser resolvidas com uma educação digna, com pais presentes exercendo seu papel e dizendo não à criança quando achar que é necessário.

De um lado, algumas linhas de psicopedagogia modernas dizem que a criança tem que ser deixada livre para escolher o que quer, pois assim é a criança moderna: ela tem que ter opções. Por outro lado, essas teorias não oferecem uma solução para as consequências da escolha da criança. Se algo dá errado, os pais têm que remediar e o filho sai de cena sem ter levado um aprendizado consigo. Além disso, vivemos um momento econômico muito diferente do de nossos pais e avós. Se no passado uma criança tinha que tolerar um “não” porque os pais não tinham como bancar suas vontades, hoje os pais financiam todos os desejos dos filhos, seja por não suportarem a manipulação que estes lhe aplicam (na forma de birras e malcriações nunca repreendidas, especialmente em público), ou porque acham que os filhos não “merecem passar necessidade como eles passaram no passado”.

O equívoco nesse pensamento dos pais é que eles não percebem como as crianças perdem com uma atitude firme de uma negativa. Eles se esquecem de que foi justamente o fato de seus próprios pais terem lhes negado algo por necessidade que os tornou os adultos que são hoje: que sabem que têm que trabalhar para conseguir o que querem, e que sabem que nada é dado de graça. E mais: que não precisam mais de seus próprios pais para sobreviver no mundo, pois já estão preparados para isso.

A infância é uma parte muito importante no desenvolvimento de qualquer ser humano, e para tal, como em todas as fases da vida, tem suas especificidades, como suas brincadeiras e produtos próprios. Aprender com as brincadeiras e usar produtos adequados à idade auxiliam – junto à obrigação inerente aos pais, quer eles gostem ou não – no desenvolvimento tanto psíquico quanto físico das crianças. Atropelar essa etapa com uma lei estapafúrdia e que exime os pais de sua tarefa de educadores primários é que deveria ser considerado um absurdo. Graças a esse tipo de medida (entre outros fatores) estamos vivenciando uma geração de crianças crescidas (com seus mais de 20 anos) que nunca conseguem alcançar de fato a idade adulta e que, justamente por isso, passam pelo que os pais mais temiam: o sofrimento exagerado ao ser contrariado.

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A melhor atitude para um bom relacionamento

sábado, 31 de maio de 2014

Em uma sociedade existem vários tipos de pessoas: há aquelas que se doam demais; outras recebem demais; e há ainda um terceiro grupo que dá e recebe. É nisso que se baseia a teoria de Adam Grant, autor do livro Dar e Receber – uma abordagem para o sucesso,generosidade e influência. O livro foi, na verdade, escrito com foco no público dos negócios, mas uma reportagem da Exame.com sugere que as ideias levantadas na obra também possam se refletir nos relacionamentos românticos. Indo mais além, essas ideias podem dizer algumas coisas sobre outros tipos de relacionamentos pessoais também.

Segundo Grant, são três as categorias em que uma pessoa normalmente se enquadra: Doadores, Trocadores e Tomadores. Os primeiros são aquelas pessoas que fazem tudo para que um relacionamento dê certo. Elas se preocupam com o outro. Sua motivação é cuidar e zelar para que as outras pessoas estejam sempre bem, felizes e satisfeitas. Quando algo dá errado, ao invés de procurarem um culpado, elas automaticamente atribuem a culpa a si mesmas, acreditando que a falta foi delas em não terem sido boas o suficiente. Elas assumem toda a responsabilidade de fazer o relacionamento dar certo e se não recebem o reconhecimento e apoio necessário em retribuição, tendem a se sentir usadas e exaustas. Todo mundo gosta de ter doadores à volta. Eles são pessoas incríveis, que sempre trabalharão em prol da harmonização e alegria do relacionamento.

Os trocadores fazem coisas pelos outros na esperança de receber algo em troca. Da mesma forma, quando alguém faz algo por eles, eles se sentem na obrigação de retribuir o favor. Tudo é, de certa forma, contabilizado. São trocadores também aquelas pessoas que mais cedo ou mais tarde cobram favores feitos, ou que gostam de deixar claro que estão retribuindo um favor que acham que estão devendo.
Os tomadores são pessoas que tomam. Ponto. Elas tratam bem aqueles que elas acreditam que lhes são úteis, e tratam mal quem não tem nada a lhes oferecer. À primeira vista, parecem ser pessoas muito legais, pois têm uma grande habilidade de sedução, mas na verdade são pessoas egoístas que só fazem as coisas com um único objetivo: conseguir frutos para si mesmas. Esse é o completo oposto dos doadores, e provavelmente o tipo mais extenuante de personalidade.

Segundo o livro de Grant, as pessoas mais bem-sucedidas em qualquer tipo de relacionamento são as doadoras. O motivo é simples: todo mundo gosta de doadores. Afinal, quem não gosta de ter alguém cuidando dele, preocupado e atencioso sempre? Por outro lado, as mais malsucedidas também são as doadoras, já que elas acabam em geral em uma posição de exploradas. As doadoras que se dão bem são aquelas que conseguem ter a consciência do que elas mesmas são e do que as outras pessoas são. São aquelas que conseguem enxergar um trocador e um tomador, e conseguem impor respeito e aprendem a lidar com eles, mesmo sem abrir mão de sua base doadora. Em contrapartida, os doadores que não conseguem ter essa noção são aqueles que terminam infelizes em um relacionamento.

Hoje é possível ver com muito mais clareza trocadores e tomadores. Os doadores parecem estar cada vez mais em extinção. Poucos tomadores têm a coragem de admitir que o são. Os trocadores acreditam que são justos. De qualquer maneira, um relacionamento em que ambos os lados não se dispõem a doar sem necessariamente esperar uma retribuição está fadado a fracassar. Nenhum relacionamento é fácil, e para que ele funcione, é preciso uma certa quantia de boa vontade e esforço no sentido de (se) doar. Uma transação desigual, em que um dos pratos da balança sempre está mais pesado, é uma bomba relógio, com prazo para estourar.

Um doador, quando percebe a situação desigual que está vivendo, passa por um processo individual para criar coragem e sair dela. Nem o mais convicto dos doadores consegue suportar por tanto tempo um cenário de exploração ininterrupta e sem retorno. E, quando finalmente estão prontos, os doadores deixam trocadores e tomadores para trás, muitas vezes não sem uma parcela de culpa e pesar. Mas pelo menos seguem em frente.


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Onde mora a felicidade?

terça-feira, 13 de maio de 2014

O que é ser feliz? O que faz você feliz? Você se acha uma pessoa feliz? Viver no mundo de hoje é estar rodeado de coisas ruins acontecendo o tempo todo. Trânsito, barulho, violência, impostos e mais impostos, sistemas públicos decadentes. Eu poderia passar um dia inteiro listando problemas aqui, já que exemplos é o que menos falta. Mas e as coisas boas? O que acontece de bom no seu dia?

Quase todo mundo vive numa correria, sem tempo para nada. A falta de tempo acabou se tornando desculpa infalível para quase tudo. E com tanta pressa às vezes fica difícil enxergar algo de bom em um único dia. A impressão é a de que as coisas boas só acontecem quando estão agendadas, como quando marcamos uma viagem com os amigos no final de semana, ou fazemos uma festinha em casa.

Mas sabe aquelas pequenas coisas da vida? Aquela história que todo mundo fala de enxergar a felicidade nas coisas mais singelas? É que a gente nunca desacelera para olhar essas coisas discretas, que acabam passando despercebidas. Pensando nisso, que é bem um desperdício, o suíço Dmitry Golubnichy percebeu que precisava se lembrar das coisas que o faziam feliz. Para isso, ele criou o site www.100happydays.com, lançando o desafio: você conseguiria ficar feliz durante 100 dias seguidos? Ser humano que se preze adora um desafio; logo, a ideia foi um sucesso imediato. Lançado em 30 de dezembro de 2013, o projeto já rendeu mais de 9 milhões de referências através de hashtags, com adesão de pessoas do mundo todo. Até alguns famosos participam da brincadeira.

A ideia é simples. Primeiro, é preciso entrar no site do desafio (o link já direciona para a página traduzida no seu idioma). Você vai se deparar com um resumo da coisa, explicando o que é, como funciona e os motivos pelos quais você deveria participar. Em seguida, no final da página, há um formulário para ser preenchido com informações básicas, mas nada demais. Há também um campo para você falar sobre suas motivações para participar. Depois, é só você postar todos os dias em uma rede social fotos de coisas que arrancaram um sorriso de seu rosto com a hashtag #100happydays e mais outras que você queira. Vale tudo: desde cervejinha com os amigos a ficar de bobeira em casa.

Estatística do próprio site diz que 71% das pessoas que iniciam o desafio acabam desistindo no meio do caminho. Muitas dizem que a falta de tempo é o que as impede de seguir em frente. Mas acredito que esse desafio tem justamente este propósito: ajudar a encontrar os oásis que temos durante um dia maçante. E não estou dizendo que é um desafio fácil, não; muito pelo contrário. Os primeiros dias devem ser dificílimos, quase impossíveis. Mesmo porque, já estamos acostumados a só ver o lado negro da força. O ponto aqui é exatamente sair da rotina, fazer o que não se faz todos os dias. E como tudo, isso há de virar hábito; depois dos primeiros dias a coisa tende a ficar mais fácil.

Como não se tem nada a perder – e depois de me divertir muito vendo fotos de amigos meus que já participam da brincadeira com exemplos tão simples – resolvi entrar na onda também:

Dia 1: fãs incondicionais esperando ansiosamente a minha volta
Day #1: unconditional fans waiting anxiously for my return
#100happydays #lovedogs

E aí? Vai encarar o desafio?


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Sobre Pensamentos Avulsos...

Pensamentos Avulsos são divagações e outras bobagens que saem da cabeça insana dessa que vos escreve. Espaço livre para meu bel prazer de escrever e expor de alguma forma minhas idéias. Como blogueira, eu gosto de comentários; como escritora, eu preciso de críticas. Ambos me servem como uma espécie de termômetro de qualidade para a minha produção. Portanto, por gentileza, colabore. :-)

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