Coisa de menino - ou não

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Os quadrinhos são uma forma de literatura (sim, de literatura! É escrito, não é?) bem antiga: há relatos de que os primeiros surgiram por no século XIX. E por anos foi evoluindo com a sociedade, agradando ou desagradando variados gostos. No entanto, eles se tornaram realmente populares e ganharam força no século XX. Quem nunca pensou na até que divertida disputa dos norte-americanos DC e Marvel?

Pois essas duas famosas empresas de HQs tinham um modelo clássico de quadrinhos: heróis. Eram heróis fortes, másculos e tudo o mais. As histórias eram sempre de muita violencia, onde o mocinho (não tão "inho" assim) vencia o bandido e conquistava a garota.

Ah, a garota! A mulher nos quadrinhos geralmente era retratada como frágil e indefesa, restando-lhe apenas papéis coadjuvantes menores, como a secretária, a assistente, ou simplesmente a amada que precisaria invariavelmente ser salva.

Aí alguém vai dizer: e a Mulher Maravilha? Já repararam na diferença entre o uniforme da Mulher Maravilha e o do Super-Homem? Enquanto ele veste o corpo inteiro, ela usa um maiô, exibindo suas curvar para quem quiser ver. Ou seja: nas raras exceções em que a mulher é uma super-heroína, ela aparece seminua, para contentamento do sexo oposto.

Lilian Felix, uma das blogueiras do Blogueiras feministas, fala sobre isso em seu artigo O lado machista dos quadrinhos. Motivada pela discussão levantada por ela, passei a pensar em algumas observações sobre o assunto.

Se formos parar para pensar, esse estilo de quadrinho da DC e da Marvel foi feito para meninos que um dia viriam a se tornar homens. Assim como as meninas tinha as mães e suas bonecas bebês e, posteriormente, a Barbie, como seus modelos de "mulheres do futuro", os meninos também precisavam de um modelo. Um herói que salvasse o mundo no final do dia era a imagem perfeita. Que homem quando menino nunca sonhou em ser um bem sucedido Bruce Waine ou um sortudo Peter Park?

Outra questão curiosa: os personagens desses quadrinhos são adultos. Eram histórias de adultos para crianças. Nesse ponto, Maurício de Sousa foi extremamente genial, criando quadrinhos com histórias de crianças para crianças. O sucesso da Turma da Mônica e todos os personagens que vieram a seguir é inegável, e não só no Brasil: os quadrinhos do brasileiro são um fenômeno de sucesso nas bancas do mundo inteiro.

Agora, a questão mais curiosa de todas: paradoxalmente, no Japão, um país tradicionalmente machista, que vem lentamente mudando essa história com o passar dos anos, nota-se uma abertura maior e mais respeitosa à personagem feminina nas histórias de herói. Não é difícil encontrarmos heroínas em suas histórias. Nos mangás (os quadrinhos japoneses), as mulheres são fortes, determinadas, verdadeiras guerreiras, e nem por isso perdem sua graça e beleza. Não perdem em nada para um personagem do sexo oposto. Em outras palavras, a heroína do lado mais conservador do planeta é bem melhor recebida do que no lado aparentemente mais liberal.

O mundo das HQs está mudando sempre, como tudo na literatura. Mas ao invés de ir e vir, como romances e novelas, ela fica, porque é com certeza um estilo muito atraente e agradável para todas as idades. A partir das variações ousadas por autores como Maurício de Sousa, Walt Disney, os mangakas japoneses e muitos outros, elas têm se tornado cada vez mais populares e democráticas. Ainda bem!


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Palavrinha difícil

segunda-feira, 18 de julho de 2011

O que mantém um relacionamento (de qualquer tipo)? Afinidade? Paciência? Tolerância? Amor? Essas não passam de características de um alicerce ainda mais forte: o respeito.

Respeito é uma palavra difícil de se definir. Não tem nada a ver com medo, como pregam os valentões; isso é certo. Trata-se de um pouco de empatia. Tudo bem que eu não goste das mesmas coisas que o outro, mas me coloco no lugar dele na medida do possível e tento entender porque é tão importante assim para ele.

Toda e qualquer relação precisa de respeito para existir. A partir do momento em que você é obrigado (ou faz isso por vontade própria) a conviver com alguém, se não houver respeito a relação não vai durar. Seja ela um simples convívio no ambiente de trabalho, uma amizade ou algo ainda mais profundo.

Por anos (e ouso dizer que isso ainda acontece nos dias de hoje) casais se uniram por respeito, e muitas vezes, passados anos de convivência, se amaram perdidamente, de forma mais sincera do que muitos que se apaixonaram à primeira vista. Porque aprenderam a se amar. Era assim no passado: se unir com quem se amava era um luxo para pouquíssimos, história rara, quase uma lenda. E hoje em dia, que tem-se essa liberdade, a frequência com que casas que viveram jurando amor um ao outro e uniram-se por essa razão se separam é cada vez maior - o suficiente para mudar leis para que divórcios sejam concedidos mais rapidamente.

Para fazer uso de uma metáfora, o respeito em um relacionamento é como os pneus de um carro: se eles estão em ordem, o automóvel anda bem, sem nenhum problema; por outro lado, se furarem ou estiverem gastos, colocam o carro sob séria ameaça: pode derrapar, provocar um acidente. Pode até não andar para frente.

Quando acaba o respeito em um relacionamento, é o fim. É melhor cada um ir para um lado, antes que aconteça algum acidente. Porque, enquanto o pneu pode ser trocado, tudo bem. Mas quando não é mais possível, um acidente se torna cada vez mais inevitável - e as consequências podem ser irreversíveis.


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O valor da reclamação

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Maldizem aqueles que reclamam muito, chamando-nos de rabugento. Claro que reclamação em excesso muitas vezes é sinônimo de rabugisse mesmo. Dá rugas, gastrite nervosa, envelhece mais rapidamente. Tudo isso é verdade. Mas muitas vezes, a falta de reclamação também é patológico. Ou isso, ou o dito popular "quem não chora, não mama" é a maior farça da história.

Criou-se uma cultura no Brasil de não reclamar, de "deixar quieto". Isso é o pensamento mais errado que alguém pode ter. Porque, graças a essa atitude passiva (e não passífica, veja bem), muitas empresas tentam se aproveitar da ignorância dos consumidores.

Se você se sentiu ofendido pelo meu uso da palavra ignorância, analise seu significado:

ignorância
ig.no.rân.cia
sf (lat ignorantia) 1 Estado de quem é ignorante. 2 Desconhecimento. 3 Falta de instrução, falta de saber. 4 Imperícia, incapacidade. Var: ignoração.

Fonte: Michaelis

Pois é ao terceiro significado que me refiro. A falta de informação é uma armadilha para o consumidor, que muitas vezes acaba refém das empresas por sua inocência.

Ilustrarei com exemplo pessoal.

Eu sabia que havia uma grande chance de que a banda System of a Down desse uma passadinha pelo estado de São Paulo, para aproveitar a viagem do Rock in Rio, só não sabia quando - mas estava atenta.

Só me passou despercebido que a data finalmente foi marcada, e os ingressos começariam a ser vendidos no 11 de julho. No dia seguinte, quando fiquei sabendo, imediatamente fui ao site do LivePass, a empresa que está comercializando os ingressos do show. E, obviamente, tive um susto quando vi que não havia possibilidade de se comprar entrada pela metade do preço, direito garantido a estudantes (meu caso). Tentei entrar em contato com a empresa por telefone, mas ninguém me atendeu. Por isso, só me restava o e-mail. Enviem uma mensagem para eles, pedindo informações e instruções sobre o caso.

Eles responderam meu e-mail algumas horas depois, mas não foi nada animador. Segundo eles, a empresa limitava a venda de "meias-entradas" a 30% do total, e que isso era garantido pela lei municipal (não informou de qual município) nº 13.175/2004. Confesso, desisti na hora, fiquei triste por ter que perder a oportunidade.

Mas hoje, terceiro dia consecutivo dessa saga, alguma coisa me cutucava para eu me informar mais a respeito. E, como todo bom ser vivente quando tem uma dúvida, procurei o guru: fui ao Google. E virei a internet do avesso literalmente e não achei a lei que a LivePass me informou. Por outro lado, encontrei a lei 2.208/01, que fala justamente sobre direito dos estudantes de pagarem meia entrada em qualquer tipo de evento cultural (o que inclui shows de rock), sem mensão alguma a limites ou cotas para tais. E, como já havia desistido de pesquisar a lei sugerida pela empresa, respondi o e-mail pedindo que eles me enviassem a tal lei, e falando sobre a lei que eu tinha descoberto. Então, a mesma coceira que me deu para fazer toda essa pesquisa, também me insentivou a verificar o site da Livepass 1 hora mais tarde. E não foi sem espanto que eu vi que eles tinham liberado novamente a venda de entradas pela metade do preço para estudantes. E não recebe nenhuma resposta da Livepass para o meu segundo e-mail.

Coincidência?

Graças a esse "mal entendido", cheguei ao site Reclame Aqui. Já tinha ouvido falar, mas nunca tinha usado. É um site onde as pessoas se cadastram e podem fazer reclamações sobre experiências que tiveram ou estão tendo com as empresas. As empresas também podem respoder, se defendendo. Quando eu fui registrar minha reclamação em relação à Livepass, vi que eu cheguei tarde, porque já tinha várias páginas de reclamações lá - inclusive, muitas delas eram sobre essa limitação para pagamento de meia entrada para estudantes.

Proponho aqui uma campanha: fim do "deixa quieto". Não digo com isso que sou a favor de barraco e baixaria. Muito pelo contrário: uma coisa é reclamar, simplesmente querendo se dar bem; outra é reclamar com propriedade, porque você tem direito. Essa é uma campanha difícil de ser implantada, mas precisa começar com urgência, se não continuaremos reféns de empresas que apostam na ignorância (e passividade) dos clientes.

Obs: Até o fim desta postagem, o site da LivePass só havia liberado a venda de meia entrada para a pista; a pista premium continua apenas com a opção de entrada inteira.


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Você tem tudo o que quer!

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Essa frase, junto com "faço tudo por você", é a mais enganosa do mundo - e não para quem as ouve, mas apenas para as pessoas que a profere. Normalmente, quem tem a pretenção de afirmar tão categoricamente que o outro tem tudo não tem capacidade de parar para tirar a prova real. Ou talvez tenha medo de tirá-la e descobrir que, de fato, está se enganando. Parece mais um daqueles truques de auto-proteção da mente, que cria a imagem que se quer ver, para que a pessoa não veja a realidade do jeito que ela é de fato. Pergunte a qualquer psicólogo se não acredita que isso exista.

Ah, e não posso deixar de mensionar aqueles que gostam de repetir "eu conheço você!". Eles também não conhecem nem uma mínima parte da pessoa que eles juram conhecer. Veja bem, ninguém "se conhecde" 100%, porque raios alguém mais conheceria você mais do que você mesmo?

O que essas pessoas não sabem é que, na verdade, estão sendo egoístas. Porque, ao invés de mostrar ao outro o que está sendo feito para ele, elas estão ignorando-o totalmente, atropelando seus sentimentos e sua opinião. Mas parece que todo mundo tem essa ambição por ser Deus, ou seja, onipresente. Todo mundo jura que conhece o outro.

Talez seja esse o problema. Talvez - só talvez - se as pessoas se preocupassem menos em afirmar que conhecem "muito bem" o outro, teriam mais tempo para tentar entender o outro. Porque, afinal, tem muito mais valor a compreensão do que o conhecimento. Saber por saber, sem entender de verdade, é o mesmo que não saber nada.

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Devaneios

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Olhos cansados
Tantas agústias
Quem teria respostas
Para minhas perguntas?


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Eu disse não!

segunda-feira, 20 de junho de 2011


Qual a primeira palavra que uma pessoa aprende na vida? "Mãmãe"? "Papai"? "Coca-Cola"? É lógico que não. A primeira palavra que todo ser humano aprende logo ao nascer é justamente aquela que mais escuta: "não". E desde os primórdios de vida, as pessoas já aprendem o que é ser contrariado. Mas se é uma condição tão comum da humanidade a contrariedade, porque algumas simplesmente não conseguem se acostumar (ou lidar) com ela?

Ninguém gosta de ser contrariado. Isso é fato. Ninguém gosta de ouvir um "não" quando pergunta ou pede alguma coisa. Principalmente se pede alguma coisa. Mas há formas e formas de se lidar com isso. E quem gosta de viver em sociedade, ou vive em uma por força maior (em outras palavras, contrariado) não tem escapatória: precisa aprender a lidar com negativas.

Uma forma de lidar com as elas é negociar. O "não" pode virar um estopim para uma discussão democrática, em que partes cedem ou não alguma coisa para um bem comum. Ou podem virar uma briga e fazer com que pessoas não se falem por alguns dias (se for só alguns dias, está bom; todo mundo precisa de um "tempo" de vez em quando).

Outra forma é simples, e é conhecida por sábios que vivem entre a gente, em quantidades e distâncias maiores ou menores: as crianças. Basta se irritar, fazer birra e "fechar a cara" quando alguém diz um sonoro "não". Às vezes nem precisa ser tão sonoro para provocar uma guerra mundial: tem gente que se irrita mesmo frente a argumentos plausíveis, palavras doces e tons de voz macios.

Mas convenhamos: não fica bem para alguém que se diz adulto agir como uma criança. Ou fica?

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Quanto você conhece de literatura?

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Você gosta de ler? O que você conhece sobre literatura? O site da Revista Escola, da Editora Abril, montou um questionário rápido para testar seus conhecimentos nessa área. São 10 perguntas alternativas em que um pequeno trecho de uma obra é mostrada e você precisa dizer a qual obra pertence. Os livros são exibidos de forma dinâmica, com uma capa conhecida, das que são possíveis de ser encontradas nas livrarias mesmo. Eles vêm dispostos em uma estante de madeira, semelhante à do iPad, pra você escolher (se você nunca viu um iPad "em carne e osso", vá à loja da Apple mais próxima brincar de demonstração com ele! - Eu também não tenho um... )= ).

E você, que não gosta de ler, não pense que tem chances muito inferiores, não. Se você tem olho vivo e um ouvido atento ao que dizem por aí - ou pelo menos a alguns minutos das aulas de literatura da escola - será capaz de passar por essa facilmente. Quem nunca ouviu nem ao menos uma mençãozinha do "Memórias Póstumas de Brás Cubas" ou do filme "O Caçador de Pipas" (pois é, livros moderninhoss também estão no teste)? Que sirva, então de desafio: quantos você consegue acertar? Se não acertar, tudo bem. Pelo menos da próxima vez que você ouvir alguma coisa sobre esses livros, já vai saber do que se trata.

O teste se chama Jogo da Literatura. Divirta-se e boa sorte!



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Mais uma desculpa

sexta-feira, 6 de maio de 2011


Se dor de cabeça não é mais uma desculpa eficiente para você quando seu namorado quer de qualquer jeito te levar para a cama, seus problemas acabarm! É só dizer que você não está muito afim de fazer sexo hoje porque quer evitar um derrame.

Segundo pesquisa da holandesa Monique Vlak, além de sexo, café e assoar o nariz também estão nas listas do que poderia ser o gatilho dos AVCs. A matéria é da BBC Brasil. Café tudo bem, a gente vive ouvindo dizer que faz mal para tudo – e mesmo assim, não vivemos sem esse energético; seria terrível passar um dia inteiro no escritório sem uma xicarazinha sequer. Mas assoar o nariz? Pois é, parece que sim. Além disso, grandes esforços físicos também estariam do lado dos acidentes vasculares cerebrais.

Logo, o Jaiminho tinha mais do que razão quando dizia que queria evitar a fadiga!

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Estopim Aceso

quinta-feira, 5 de maio de 2011

O que vinha sendo discutido há anos parece que finalmente chegou num concenso - pelo menos da parte legal. O casamento entre homosexuais agora passa a ser oficial, segundo decisão tomada por votação realizada pelo Supremo Tribunal Federal.


Infelizmente, só tenho à mão o dicionário Michaelis aqui, e ele só traz um significado restrito para a palavra casamento. Segundo tal dicionário, casamento é uma união entre homem e mulher. Na verdade, essa palavra quer dizer união - tanto que existe a expressão "casar bem", isto é, quando vários elementos "casam bem", significa que sua união deu certo.

Se um casal gay se ama e resolve ficar junto, não tem outra palavra melhor para descrever a situação do que casamento. Mas a Igreja católica (sempre ela!) acha que as coisas não são bem assim. Segundo ela, não existe forma de amor entre qualquer tipo de conjunto que não seja homem + mulher. Essa idéia restringe tanto a idéia do amor que quase o ridiculariza. Então eu não posso amar minha melhor amiga, porque seria praticamente um caso de homosexualismo, e meu lugarzinho ao lado da besta estaria garantido.

Observação: até hoje eu espero algum religioso, desses ultra fiéis, vir me provar, com indícios registrados e comprovados na Bíblia, que Deus é de fato contra o relacionamento homosexual. Ou eu entendi errado, ou eu sempre ouvi nas aulas de religião que o que Deus gosta mesmo é do amor, de todas as formas de amor, e respeita o livre arbítrio de seus filhos. E, principalmente, perdoa-os sempre, incondicionalmente, quando julga que eles estão indo por caminhos tortuosos.

Veja bem, se o próprio Criador pensa assim, quem a igreja pensa que é para dizer o contrário? Enfim, suspeito que essa decisão do STF ainda vai dar muito pano para manga. Duvido que os religiosos não vão criar uma polêmica sem tamanho sobre um assunto que já está mais do que resolvido. Afinal, a legislação brasileira já prevê direitos deveres para quem mora junto com outra pessoa há um determinado período de tempo, independente de sexo, raça, cor, credo ou classe social. O jeito vai ser acopanhar os próximos capítulos dessa novela.


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Você é machista?

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Esse assunto já foi tratado neste blog em outra oportunidade (se quiser refrescar a memória, leia o post "Tempestade em copo d'água (?)"). Parece um tanto quanto desnecessário, mas mal não fará repetir algumas informações. Segundo o dicionário Michaelis:


ma.chis.mo
sm (macho+ismo) 1 Atitude ou comportamento de quem não admite a igualdade de direitos para o homem e a mulher, sendo, pois, contrário ao feminismo. 2 pop Qualidade, ação ou modos de macho; macheza, machidão.


Essa é uma das palavras daquela lista de palavras mal interpretadas que eu venho prometendo desde sempre (eu não esqueci ainda, não, só preciso colocar no "papel"!). 90% das pessoas, quando bate o olho nessa palavra, só pensa em homens que sonham com Amélias e acham um absurdo mulher trabalhar em outro lugar que não seja sua própria casa, limpando, cozinhando e cuidando de criança. Mas quem é que não conhece uma mulher que acha que é obrigação óbvia do homem pagar toda e qualquer despesa que o casal tenha? Ou mesmo que a tarefa de cuidar do lar e da educação dos filhos seja mesmo em maior parte dela? Acha que isso é romântico? Pois eu acredito que trate-se mais de um mal entendido com romantismo, que definitivamente não é sinônimo de "ser otário". O engraçado é que é muito difícil uma mulher não se declarar uma feminista, ou ao menos uma não-machista. Por algum motivo, na cabeça do povo esse adjetivo ficou automaticamente relacionado aos seres do sexo masculino - mas só na teoria.

E pra provar essa teoria, o protal UOL Estilo elaborou um teste para saber se você, leitora, é ou não é machista. O que você acha? Faça o teste! É, no mínimo, interessante. Segue o link:

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A natureza das pessoas

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Existem basicamente três tipos de pessoas: as gêiseres, as vulcões e as rios. E a linha que as divide nem é tão drástica assim. Veja bem, para tomar apenas um aspecto para essa análise, ninguém - por mais que tenha recebido um treinamento rigoroso em hermos templos budistas - gosta de desaforos. Ninguém é tão calmo assim, por melhor que represente. Pode até ser que a pessoa não diga nada, mas no fundo no fundo - bem la no fundo - tem uma vozinha que fica indignada.

Pois bem, vejamos as pessoas gêiseres. São aquelas pessoas que sempre levam a fama de "estouradas". Muitas vezes elas não são más, mas a sociedade realmente as corrompe. É só um desgraçado fechá-lo no trânsito ou um folgado furar fila na sua frente e pronto, está armado o barraco. As gêiseres vão xingar, vão amaldiçoar, vão rogar praga para até a quinta geração do infeliz. Mas toda essa turbulência dura apenas alguns minutos; passado o momento dos impropérios, a raiva e a periculosidade dessa pessoa vão com eles. Até o próximo desgraçado ou folgado aparecer. De qualquer forma, o problema fica resolvido ali, na hora, sem levar roupa suja pra lavar dali a algum tempo.

Já os vulcões não tem essa sorte. Por educação ou por estarem em períodos de aparente tranquilidade, quando alguém irrita um vulcão, ele deixa aquela desafença bem guardada, lá no fundo. Os desgraçados e folgados de plantão nem se dão conta do pecado que cometeram, porque o vulcão é incapaz de indicar isso no momento em que acontece. Mas vulcão que é vulcão uma hora entra em erupção. O acumulo de "detritos" o faz transbordar de uma só vez. Aí, sai de perto: o vulcão faz um tsunami numa xícara de café por questões mínimas, que não mereciam nem um segundo de atenção e poderiam muito bem passar batidas. As pessoas vulcões são aquelas que mais admiram as pessoas, de que se ouve acusações incalculadas do tipo "era uma moça tão calminha, de repente se tornou rebelde de tudo!" ou "não sei o que aconteceu com ele, todo mundo gostava tanto dele, era tão bonzinho; agora, sem motivo algum, é tão grosso!". Tudo é uma questão de má interpretação (ou falta de auto-crítica de quem vê as coisas dessa forma). "Não sei o que aconteceu" e "sem motivo algum" são os bordões mais comuns dos desgraçados e folgados.

E por fim, temos as pessoas rios. Essas, sim, já têm uma mansão chiquérrima com jardins floridos, fontes com esculturas jorrando água e pscinas olímpicas esperando por elas no céu. Elas são aquelas pessoas que eu disse no começo que não é possível que não se aborreçam de verdade, nem que seja só um pouquinho, com desaforos. Mas isso é uma coisa que ninguém jamais ficará sabendo. Por mais que desafetos as incomode, elas têm simplesmente o dom de relevar. Quando jogam esse tipo de lixo em seus leitos, a atitude delas é única: deixam que as águas levem tudo embora - sabe-se lá pra onde. Nada fica retido no fundo de seus dutos ou em sua margens; não sobra nada. E, assim, elas levam a vida, tranquilamente, seguindo seus fluxos de águas claras e cristalinas.

Se formos contabilizar, acho que rios estão cada vez mais escassos no mundo. Por outro lado, a cada dia, mais e mais vulcões aparecem por aí, competindo acirradamente o primeiro lugar com gêiseres. Eu, sinceramente, não condeno o estilo de vida desses dois, mas os vulcões costumam ter uma saúde um pouquinho pior. E também, mudar de natureza não é tão fácil assim; ser rio não é tão simples quanto parece, não é pra qualquer um, não. Quem é rio, já nasceu predestinado a isso. Quem é gêiser ou vulcão, se também não nasceu com o dom da força de vontade, fica só sonhando com a vida boa que leva os rios.


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Fatos

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Fato 1: praticar esportes quando se é sedentário serve pra mais uma coisa além dos infinitos benefícios à saúde: descobrir todos - eu disse TODOS - os músculos que você possui.

Fato 2: o que te deixa feliz e deveria contagiar a outros por tabela nem sempre funciona assim. (E isso é quase sempre imperceptível.)

Fato 3: é impossível convencer seu relógio biológico de que durante a semana existe um toque de recolher para dormir que permanece desligado durante o final de semana. Ele acha que todo dia é fim de semana, coitado.

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Um outro ponto de vista

sábado, 22 de janeiro de 2011

Eu já li e vi muitas expressões da arte sobre o nazismo. Na verdade, esse é um tema que interessa muito aos artistas, porque existe muita coisa escrita e produzida sobre isso. Acredito que escrever qualquer coisa dentro do tema nazismo seja um bom desafio, pois com tanta coisa que já foi criada, seria muito difícil encontrar palavras que ainda não foram ditas.

Bons exemplos do que vi foram os filmes O Resgate do Soldado Ryan, A Vida é Bela e O Pianista (este último, de uma beleza indescritível). Além disso, na literatura, já havia encontrado o livro A Lista de Schindler. Todos eles, entretanto, abordam o mesmo ponto de vista: o do judeu, alvo perseguido durante a Segunda Guerra Mundial.

Aceitando o desafio, Markus Suzak foi muito bem aventurado ao escrever A Menina que Roubava Livros - de um ponto de vista diferente: dos alemães. E não digo do alemão que comprou as palavras de Hitler; quero dizer do alemão que justamente não entendeu o porquê da perseguição aos judeus e não via razão alguma para isso. Além disso, de forma poética, ele descreve os acontecimentos na Alemanha nazista de uma forma também diferente: sem explicitar o massacre e a violência, apenas apresentando-a. O mais importante na história é a demonstração dos sentimentos gerados nas pessoas que viviam ali e fora obrigadas a aderir àquele cotidiano. Para quem se interessa por histórias de guerras, este é o exemplar mais belo e emocionante.

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A Física Injustiçada

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Assim como a maior parte das pessoas, eu achava a Física uma matéria muito chata quando estava na escola. Particularmente, eu nunca fui muito boa com números - tanto que preferi as palavras. Mas teve um momento em que a Física me pareceu de leve uma máteria interessante: na 8ª série (hoje, 9º ano, se não me engano). Nesse ano, nós tivemos nas aulas de ciência uma introdução à Fisica e à Química, sem contas. Na teoria, era uma matéria fascinante. Até que, no ano seguinte, vieram as contas e estragaram tudo.

E assim, fui levando com a barriga essa matéria inglória até me formar. Mas por ironia do destino (coincidência, sinal dos astros, ou sei lá eu o que), me caiu nas mãos o livro "O Mundo Numa Casca de Noz", de Stephen Hawking. O físico britânico, que até então eu só o conhecia como "o-físico-que-sofria-de-atrofia-muscular", me surpriendeu por mostrar exatamente o que o senso comum normalmente nos faz desacreditar: tato e didática para tratar de um assunto aparentemente chato.

Contando um pouco sobre o universo e o tempo, Hawkings se usa de um texto descomplicado e receptivo para, ao contrário de afugentar o leitor, aproximá-lo e fazer com que se interesse pelo assunto geral: a Física.

Talvez este seja o motivo da injustiça feita em relação à disciplina: a forma com que é abordada. Do meu ponto de vista leigo, uma abordagem mais aprofundada em cima das teorias tornaria a matéria um pouco mais "amigável" aos olhos dos estudantes. Mesmo porque, as contas já estão a cargo da Matemática. Eu sou do tipo de pessoa que se dá melhor com conteúdos que explicam como as coisas funcionam, e não necessariamente como fazê-las funcionar na prática. Sabe? Depois da leitura de "O Universo Numa Casca de Noz", acho que até comecei a gostar de Física.



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Modas controversas

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

A moda da vez é a Power Balance, que consiste numa pulseira de borracha com um pequeno holograma, que promete fazer com que seu usuário não perca o equilíbrio. A pulseira foi projetada para esportistas, mas como tudo o que é moda, caiu na graça do povo e não é difícil ver pessoas com ela no punho por aí. Efeito semelhante ao que aconteceu com aquelas pulserinhas de borracha, inicialmente criadas pela Nike, há alguns anos, com o objetivo de arrecadar dinheiro para os mais diversos fins filantrópico.

O mais curioso de tudo é que ambas não são nem um pouco baratas. As pulseirinhas da Nike não saiam por menos de R$20,00 e a Power Balance custam em torno de R$130,00. A exemplo do que aconteceu com as pulseiras da Nike, a Power Balance virou mais artigo de moda do que do cunho pelo qual foi lançada. Como já foi dito, todo mundo está usando, e na maioria das vezes esses usuários reclamam de ir à padaria à pé - que dirá praticar esportes. Não vai demorar muito (se é que já não aconteceu) para que elas chegem aos camelôs.

Há uns dias atrás o Globo Esporte resolveu testar a funcionalidade da Power Balance e provou que ela não funciona coisa alguma. Pra reafirmar a descoberta, o Folha de S. Paulo publicou essa semana uma matéria em que Michael King e Malcolm Muirhead, os criadores da Power Balance, admitem que o efeito da pulseira é placebo. Ou seja: na prática, não funciona. Tanto que a ANVISA vetou o comercial da pulseira por considerá-la enganosa. Mas é como disse o Hittler uma vez: uma mentira contada 100 vezes passa a ser verdade.

Para o bem ou para o mal, uma coisa não se pode deixar de admtir: a dupla de americanos é um gênio - eles criaram o placebo mais famoso e melhor sucedido do mundo.


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Entusiasmo

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Esse não é meu; me foi dado por uma amiga e achei por bem compratilhá-lo, pois concordo com a idéia.


A palavra entusiasmo vem do grego e significa "ter um Deus dentro de si". Os gregos eram politeístas, isto é, acreditavam em vários deuses. A pessoa entusiasmada era aquela "preenchida" por um dos deuses e por isso poderia transformar a natureza e fazer as coisas acontecerem. Assim, se você fosse entusiasmado por Deméter (deusa da Agricultura, chamada Ceres na mitologia romana) você seria capaz de fazer acontecer a melhor colheita, e assim por diante.

Segundo os gregos, só as pessoas entusiasmadas eram capazes de vencer os desafios do cotidiano, criar uma realidade ou modificá-la. Portanto, era preciso entusiasmar-se, ou seja, "abrigar um Deus em si"!

Por isso, as pessoas entusiasmadas acreditam em si, agem com serenidade, alegria e firmeza. E acreditam igualmente nos outros entusiasmados. Não é o sucesso que traz o entusiasmo, é o entusiasmo que traz o sucesso.

O entusiasmo é bem diferente do otimismo. Otimismo significa esperar que uma coisa dê certo. Entusiasmo é acreditar que é possível fazer dar certo.

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Para ilustrar, duas frasses que encontrei na busca por images para esse post:

Tradução: "Nada BOM foi alcançado sem entusiasmo." Emerson













Tradução: "Conhecimento é poder, mas entusiasmo aperta o interrupitor." Ivern Ball

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Internacionalizações para o Tio Sam

domingo, 26 de dezembro de 2010

As pessoas vivem criticando as traduções, crucificando meus colegas de carreira por causa das bagunças que eles costumam fazer com a tradução de alguns termos. Muitas vezes, traduzir algumas expressões específicas de uma cultura ou regão tornam o trabalho um desafio praticamente homérico. Para tentar explicar a dificuldade de se traduzir especificidades, o que começou com uma brincadeira transformarei aqui em um experimento: como ficariam algumas das músicas mais populares (leia-se "de massa") se fossem traduzidas para a língua do Tio Sam? Vejamos:


Tchakabum em inglês:
"Wave, wave! Look the wave!
*clap clap*
Wave, wave! Look the wave!"
(Onda, onda! Olha a onda! Onda, onda! Olha a onda!)

E a Ivete:
"Your love is cannibal
It ate my heart
But now I am happy
Your love is cannibal
My heart
Now is all carnival"
(O seu amor é canibal...)a

Molejo em inglês:
"Childish play, how it's good! How it's good!
Peace, love and hopeness, how it's good! How it's good!
Good is be happy with Big Swinging!"
(Brincadeira de criança, como é bom! Como é bom!...)

Grupo Revelação:
"I want you just for my,
like the waves are of the sea,
it's impossible do live like this,
to live without can love you"
(Eu te quero só pra mim...)

Zezé de Camargo e Luciano ficariam mais ou menos assim:
"It's the Looooove!
That mess with my mind and leave me like thiiiiiiis!
That makes me forget of everything,
And forget of me!
That makes me to forget that the life is made to live!"
(É o amor...)

Falando em músicas mais atuais, Vitor e Leo:
"Fairy, my dear fairy
Owner of my life
You've gone
Took my warmth
You've gone but didn't took me"
(Fada...)


E não poderia esquecer, claro, do funk:

"From Monday to Friday,
Earful at school
Sat-saturday and sunday
I play kite and soccer"
(De segunda a sexta, esporro na escola...)

"Piririm, piririm, piririm
Someone has called me
Who is?
It's me, Fire Ball
And the hot is killing me
It'll be on Bar's Beach
That a trend I'll release
Will you bury me in the sand?
No, I'll bog down
I'm becoming a little bogged
I'm becoming a little bogged
I'm becoming a little bogged
(To ficando atoladinha...)

"Go Scolopendra
Go Scolopendra
Go Scolopendra
Go Scolopendra"
(Vai Lacraia, vai Lacraia...)


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Avatar

domingo, 28 de novembro de 2010

(OK, eu sei que essa crítica está alguns meses atrasada. Mas uma hora eu tinha que publicar, né?)

Fã de animes, como sou, não pude deixar de me animar quando ouvi boatos de que Avatar ganharia uma versão para cinema. Mas como muitos fãs, a frustração foi grande ao descobrir que o Avatar era outro. Tudo bem, a frustração não foi tão grande assim, já que o filme tem muita qualidade.

O pessoal de Hollywood, que não é bobo nem nada, percebeu a curiosidade dos fãs de Avatar – a Lenda de Aang - tradução adotada no Brasil para “Avatar - The Last Airbender” (o Último Dobrador de Ar) – e resolveu, passado um tempo, fazer esse filme também. Pena que não se prenderam tanto a detalhes significativos como o pessoal do Avatar premiado.

Para começar, a tradução: “O Último Mestre do Ar”? E quem é que falou em artes marciais para se pensar em “mestre”? Em tradução existe uma espécie de política de respeito entre tradutores, em que normalmente se respeita uma tradução já existente. Se já existia uma tradução – muito bem sucedida – para o filme, por que mudar? Além disso, se repara dá pra notar uma falha de inconsistência, que é uma falha grave para a tradução: no título, Aang é “mestre”; durante o filme ele vira “dominador”. (Ainda assim, “dominador” está mais próximo da primeira tradução feita.)

Mas para quem achava que não poderia piorar, apareceram os personagens. Quer dizer, que personagens? Porque no filme todos eles foram totalmente deturpados. O que menos sofreu alteração foi o próprio Aang, mas se M. Night Shyamalan, o diretor do filme, tivesse perdido 5 minutos para ver, apenas por curiosidade, uma imagem no Google Imagens do Aang, teria visto a bobagem que fez. Outra coisa: a tribo da água é negra no desenho; no filme ninguém chega nem perto de moreno. E nem vou comentar a atuação do Sokka, que no desenho é um personagem cômico, enquanto no filme, um personagem sério, quase dramático.

Zoko, o arqui-inimigo de Aang no começo da série, é o pior. Foi feito com cara de árabe e se dando mal sempre, como um viciado em guerra e destruição. Ta, a personalidade não é tão má, mas a esperteza do cara em fazer um personagem que suscitasse preconceito é desprezível. Para ele, o time do bem é branquelo, o time dos maus têm, todos, caras de árabes. (Observação: Shyamalan é indiano.)

Falando mais sobre o filme, achei que a história foi muito acelerada para caber em uma edição só. O anime possuí 4 temporadas (24 episódios cada). Eles poderiam ter tentado fazer um filme por temporada, mas imagino quão caro seja uma série tão longa assim para o cinema. Apesar disso, tenho que admitir que foi bem fiel à história do desenho.

Uma curiosidades sobre Avatar (sob minha interpretação pessoal): a Nickelodeon criou o Avatar para entrar na competição com a nova era de desenhos animados: o anime, portanto, é um dos poucos animes de origem ocidental.

Enfim, convido a todos a assistir a versão desenho animado das aventuras de Aang e sua turma, mas não deixo de ficar torcendo para ver como Shyamalan vai resolver os problemas da primeira parte dessa estória.

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Rótulos, para que te quero?!

sábado, 27 de novembro de 2010

Se retirarmos o rótulo de uma garrafa de Coca-Cola, não mudará muita coisa: ainda assim dá para saber que aquele pedaço de plástico escondia um líquido preto dentro de uma garrafa que mais parece um foguete. Há alguns anos atrás as latas de leite condensado tinham rótulos de papel. De vez em quando uma empresa resolvia fazer uma promoção que pedia que se juntasse cinquenta códigos de barra e se respondesse a uma pergunta cuja resposta era o próprio nome da empresa ou do produto em questão. Aí era um inferno: se você não colocasse uma etiqueta no lugar, era impossível adivinhar o que havia na lata.

Rótulos são tão comuns nas nossas vidas que chego a pensar que são uma constante. Mais que isso: tudo tem que ter um rótulo, desde uma lata de ervilha até – pasmem! – uma pessoa.

Se parar para pensar, os rótulos são uma faca de “três” gumes: enfeitar e chamar a atenção do consumidor; designar o nome do produto e do fabricante; e informar sobre seu conteúdo. Sobre a função informativa: os rótulos se prestam a dizer o que tem dentro de um produto. “Então o produto humano é aquilo que seu rótulo indica”. Será?

Essa informação que o rótulo dá pode até ser verdadeira. Mas quando não é (e não é raro – haja vista o medo que as empresas têm de processos por propaganda enganosa) além de não informar coisa alguma, deturpa e esconde informações verdadeiras. Vamos colocar em termos comuns para que se entenda melhor.

Pensando em pessoas, imagine aquele bom trabalhador, tão dedicado à família. Ninguém diria que ele é adúltero, sustenta uma família paralela ou é homossexual (outra coisa que, ainda hoje, tem gente que diz que é coisa do demônio, doença crônica, ou algo pagão do gênero). Mas aquela jovem que se recusa terminantemente a se casar porque decidiu que seria feliz assim não demora muito para ser taxada de imoral, indecente, e para ganhar (muitas) histórias que revelam seu lado promíscuo – que na verdade ela não tem e nunca teve.

Então me diga: se o rótulo mais atrapalha do que ajuda, para que rótulos: deixe a embalagem falar por si só, sem porta-vozes!



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Nostalgia

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Existem várias coisas das quais eu sinto falta. Outro dia (noite, na verdade), antes de dormir, sem sono, estava elencando algumas delas. Segue o resultado do meu levantamento. Entre as coisas das quais eu mais sinto falta estão:

- a primeira vez que a dona Emília participou de uma brincadeira de "Amigo Secreto" com a família
- longas conversas com seu Luizinho - principalmente quando elas eram debaixo do pé de mexerica (nunca comi tanta mexerica na minha vida de uma só vez!)
- passar tardes inteiras em cima da jaboticabeira, lendo um livro ou simplesmente comendo jaboticaba (e disputando as frutas com as abelhas e os pássaros)
- jogos de handball pelo time da escola - e nunca perder um único jogo no "colegial" (sempre me orgulharei disso, Tigronas!)
- dias à toa em Sumaré com as amigas falando bobagem
- conhecer pessoalmente um amigo virtual (foram tantos, importantes em cada época, mas alguns são grandes amigos até hoje. Foi o melhor acaso que já em aconteceu!)
- show de rock com os amigos (isso é sempre bom, e posso ter de novo a qualquer hora)
- jogar bola na rua no meio de um monte de moleques - e sendo a única menina da turma
- brincar de outras brincadeiras que hoje em dia não são tão comuns, como empinar pipa, rodar pião e jogar bolinha de gude...
- ficar preocupada porque a minha redação, que a professora pediu para ter só duas páginas, já está terminando a terceira e não está nem um pouco próxima de ter um fim (não, eu nunca fui nerd, eu apenas gosto de escrever)
- da canja da dona Elvira e das bolachas de maisena que a gente ganhava quando ia na cada da vó (eu sempre me lembro dela quando como essas bolachas!)


Quem sabe daqui há alguns anos eu refaça essa lista. Esses defuntos vale a pena parar de vez em quando para ressuscitar.

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Sobre Pensamentos Avulsos...

Pensamentos Avulsos são divagações e outras bobagens que saem da cabeça insana dessa que vos escreve. Espaço livre para meu bel prazer de escrever e expor de alguma forma minhas idéias. Como blogueira, eu gosto de comentários; como escritora, eu preciso de críticas. Ambos me servem como uma espécie de termômetro de qualidade para a minha produção. Portanto, por gentileza, colabore. :-)

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